terça-feira, 15 de novembro de 2011

Peru – 9º dia (festa na tia Violeta)

Mais uma vez, durmo quase nada. Acordo às 9h00. Deve ser o inconsciente me avisando para aproveitar os últimos dias que me restam no país. Quando voltar terei tempo de sobra para descansar. Acho...

Fuerte Real Felipe
Como o Aldo só vai acordar mais tarde, aproveito para fazer algo. Vou até a casa da tia Violeta sozinho levando as coisas que a mãezona mandou para ela. Na avenida que separa a casa da vó Ducélia da deles, encontro o Enrique pegando taxi para ir trabalhar e falo que vou ao Fuerte Real Felipe. Chego na casa da minha tia, pego o pessoal tomando café da manhã e enquanto converso antes de sair, toca o telefone. É a prima Paty pedindo para alguém me acompanhar ao Fuerte, para não me deixar ir sozinho. Dou risada. Essa família é muito preocupada conosco. Nem ligo. Saio dando balão em todo o mundo, pego um taxi com o vizinho, para alívio da família, e em poucos instantes estou no Fuerte.

Dou azar. Aos sábados, das 10h às 14h o Fuerte só abre para visitas de escolas e apenas das 14h às 16h se abre ao público. Ainda bem que pedi para o motorista do taxi aguardar um pouco. Pego ele mesmo de volta e retorno à casa da tia Violeta. Encontro o tio Tomáz pela primeira vez, mas fico pouco. Só passei para informar que não havia dado certo. Pelo menos não os deixo preocupados.

Cosita rica
Volto para a casa da vó Ducélia, chegam o paizão e a tia Ali, o Aldo acorda logo em seguida, vemos as fotos da baladinha da noite passada e decidimos ir comprar roupa no mall Plaza San Miguel. Lá chegando, desanimo. Esse negócio de experimentar roupa, tipo de corte, encontrar o que melhor se adéqua ao corpo... não tenho saco pra isso! Pelo menos o Aldo aproveitou e fez um bom negócio na compra de um perfume. Pagou basicamente a metade do preço. Comemos uns docinhos no supermercado Won, sentamos para bater um papo e logo vamos embora, afinal, tem festinha para nós na casa da tia Violeta.

Recepção decorada
Passamos na casa da vó, pegamos o paizão e a tia Ali nos acompanha até o local da festa. Lá chegando nos deparamos com a decoração na porta de entrada. Uma graça. A família toda por parte da minha mãe compareceu. Começamos a curtir, dançar, comer, beber e quando embalamos na dança somos interrompidos por um animador noturno que monta seu equipamento de som enquanto os convidados se perguntam do que se trata. Será um mágico? Será só um palhaço?

Para nossa surpresa, começa seu espetáculo e duas mocinhas entram saltitando com ele levantando a todos para dançar. São animadores de festas. Chama-se La Hora Loca. Dizem que é muito comum hoje em dia nos casamentos, nas festas, nos eventos em geral. Tem esse nome porque eles ficam uma hora inteirinha e ininterrupta dançando, envolvendo e animando os convidados. Dando essa hora, se despedem e vão embora. Todos ficam perplexos com a habilidade de uma das animadoras, que mesmo sendo a mais gordinha, dança e tem uma energia sem igual.


É ritmo de festa - 6 horas seguidas. Ufa!
 Já estava cansado de tanto dançar e por pouco ter dormido, mas não podia parar, senão teria que agüentar o Aldo me dando bronca pela desfeita. Para minha sorte, ele arrega primeiro e deita no sofá. Digo minha sorte porque já havíamos dançado, sem parar, SEIS HORAS SEGUIDAS! Imagina a condição das minhas perninhas não acostumadas com tanta exigência de uma só vez. E olha que dançamos até Guainito, um estilo folclórico que exige bastante das pernas, além do sobe e desce das danças sensuais, do Samba, Axé, Salsa e tudo o mais a que tínhamos direito.

O mais marcante não só neste encontro como em todos os momentos que reencontramos nossos familiares, é o carinho que nutrem por nós e os familiares que passamos a conhecer. A tia Julia se emociona ao nos ver, lembrando da época que éramos crianças, também por receber de nós muito carinho. Da mesma parte, meus primos que nos tratam com zelo e mimo. Poder nos aproximar com facilidade de pessoas com quem temos laços de sangue e que passamos a conhecer, a admirar, a gostar, a sentir saudades, é muito bom. E os filhos dos nossos primos? Isso não tem preço. Ver o rostinho das nossas próximas gerações se desenvolvendo; são os espelhos dos seus pais, ou `as vezes seus tios, impregnados com a carga genética de todos nós; pequenos e inocentes, nos surpreendem com seus temperamentos, suas formas de ser. Ficamos babando. Isso não tem preço.

A minha geração
Saí do Brasil me considerando parte de uma família pequena, composta daqueles que tenho mais próximo desde minha chegada ao Brasil. Hoje, volto ao pais que me acolheu aos 10 anos com uma família maior. Bem maior! No peito, levo o carinho e a saudade. Agora entendo porque é a terceira vez que o Aldo retorna. O Peru é um antro de carinho e consideração.

A geração anterior e a próxima
Vou dormir às 3h.

Mais fotos:

Programando o dia

Plaza San Miguel

Plaza San Miguel

Plaza San Miguel - ao ar livre

Uma das faces da vó Ducélia

O que eu mais curtia: a família reunida


Festa na tia Violeta

Primas lindas que não conhecia

O paizão também participou.



Muito fofa!

A empolgação chega rápido



Fotografando os fotógrafos

Segunda leva

Tia Barbarita. Fofa demais!




El cholito Felix

Essa menina dançou muito



O tremzinho foi até a rua



Guainito


Um cholo branquelo?


Virei tio coruja

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