sábado, 12 de novembro de 2011

Peru – 7º dia

Vovó em sua versão pijama para café da manhã.
Fofa demais.
Acordo ouvindo as vozes do meu pai, tio Roberto, tia Ali e vó Ducélia. São 6h20 da manhã. Putz! Não entendo. Esse negócio de acordar muito cedo não combina muito com férias. A boa notícia é que de cara sinto que meu corpo melhora ainda mais. Me levanto e junto-me à turminha madrugante. Tomamos o café, batemos papo, damos altas risadas e depois todos se retiram para trabalhar.

Às 9h30 saimos para visitar o Sr Campos, despachante. Aprendo algumas coisas e após a reunião vamos ao mercado de Callao. É impressionante o nível higiênico das pessoas que lá trabalham. Compramos alguns chocolates, umas rosquinhas numa padaria conhecida do pai e voltamos para casa.

Mercado La Perla
Passamos no mercado da Perla, tiro foto dos frangos pendurados, visitamos o posto de trabalho da vovó, tomamos um suco delicioso de frutas peruanas com mel, visitamos o posto do tio Roberto e voltamos para casa.

Ponto de observação: o distrito de Callao, onde está localizado o bairro da minha vó, La Perla, é considerado extremamente perigoso. Tanto o é, que todas as lojinhas daqui têm grades na porta de entrada e as pessoas, para comprar, pedem do lado de fora o que precisam. Em bairros menos agressivos as portas estão abertas.


Atendimento na porta da vendinha
 Às 15h saímos para a casa do Sr Lopes, amigo de faculdade do paizão. A experiência mais interessante até agora foi nesse cenário. Apartamento bem bonito, espaçoso, começa o bate papo entre eles e eu de expectador mas também palpiteiro. Num momento que o pai vai ao banheiro procuro tirar alguma informação confidencial do seu passado mas não dá tempo.

O Sr Lopes põe música agradável de fundo enquanto, com seu amigo de longa data recorda de muitos momentos e se põem em dia dos últimos anos sem ver-se. De repente começo a novamente sentir-me como que com o corpo anestesiado e um sorriso mais uma vez se faz presente no meu semblante, sensações de incorporação. Em determinado momento comento com o pai e ele diz que esse é o melhor de todos os locais para ele, que por essa família, e reciprocamente, existe um carinho muito grande.

As sensações são muito fortes, quando me concentro nas orações pedindo proteção ao meu Mentor e Mensageiro, ficam ainda mais. Tento sair dessa sintonia forçando meu corpo ao movimento e deixando de me concentrar, mas não adianta. Tão logo encosto no sofá, voltam o sorriso e a sensação toda. O ápice e que mais me chamou a atenção foi que houve até movimento involuntário do braço. Adoro quando essas coisas acontecem, só fico um pouco preocupado por não ter certeza com o que estou travando contato, mas de qualquer forma, pelo menos feliz sei que estava. Tanto assim que algumas vezes cheguei a me emocionar.


Oscar ensinando alongamento para
músculos da região do nervo ciático
Mais tarde chega a filha do anfitrião com o marido e a conversa passa a ser dominada por ambos. Como ele trabalha com exportação de grãos como a quinua, exploramos o assunto e matamos diversas dúvidas. Um pouco mais tarde chega a esposa e novamente o rumo da conversa muda. Oscar começa a abordar a Biocibernética Ramatis e o povo se impressiona e demonstra imenso interesse.

Complemento com algumas informações do Yôga e de qualidade de vida e, bem, só preciso dizer que chegamos lá às 16h e saímos às 22h. O pai fez massagem e ensinou `a filha para ajudar a mãe com isso. Passou dicas de alimentos, exercícios, inclusive respiratórios, e todo o material da Biocibernética para que comecem a se inteirar.

Fico abismado como as pessoas não tem noção de cuidados básicos com a saúde. E estou falando de gente de nível econômico muito bom, formadas, com grande poder de acesso.

Mais uma vez comentam sobre minha aparência jovial. Meu pai, que criticou tanto minha alimentação por tanto tempo e dela reclamou em varias oportunidades, a expoe e defende desta vez. Como a vida é engraçada... Realmente, não há contra-argumentação para resultados.

Que reunião agradável, do tipo que gosto, com pessoas inteligentes, detentoras de variados conhecimentos, com experiência e de sucesso em suas carreiras para me ensinar um pouco e me inspirar nas minhas aspirações.

Chegamos em casa com os familiares preocupados, achando que algo nos havia acontecido. Sim, aconteceu um prazeroso re-encontro.


Fotos do mercado de La Perla:

Frango ao ar livre

Banquinha da vó Ducélia

Suco de mix de frutas com mel. Hmmmm!

Banquinha do tio Roberto

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