Acordo mais cedo do que precisava já me sentindo melhor. É só dar descanso ao corpo que ele sozinho faz seu trabalho de restaurar a saúde. O único estranho é que meus olhos quase não querem abrir, parece como que precisando dormir mais um pouco, mas não estou com paciência para ficar me virando na cama até pegar no sono novamente. Levanto e começo os preparativos para voltar a Lima.
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| Saída do aeroporto de Cuzco |
Café da manhã à base de suco de mamão. Só! Uns 8 copos americanos (ou seriam cuzqueños?). Vamos ao aeroporto de Cuzco e durante nossa espera para o embarque aproveito para descrever nossos últimos dias, escolher as fotos. Pegamos o vôo de volta e 1h10 depois pousamos em Lima. O taxista da família nos aguarda e em breve somos recebidos pelos abraços do paizão e da vovó. Como é bom vê-lo aqui.
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| Chegada na casa da vó Ducélia |
Como é niver do pai, teremos a visita do tio Chino e tia Julia. Infelizmente a tia Ali não pôde juntar-se a nós por motivos de trabalho. Pego de leve na alimentação e tomo uma sopinha com menudezas (miúdos). Logicamente, deixo a carne vermelha de lado. Mais tarde, quando recebemos nossos tios, como arroz com peixe refogado. Hmmm....!
Bate papo à mesa e em seguida vamos assistir um Blu Ray do Spider Man 3. Meu pai se retira. Está enfraquecido. Ontem foi visitar a família e puxaram sua energia. Por isso mesmo prefere dia sem celebração, só na companhia dos que já estão por perto.
À noite, chegam o tio Pancho com a esposa e o tio Cholin com seus filhos. Você sabia que aqui, quando há aniversário, as pessoas simplesmente aparecem na tua casa? Sim, você não precisa se dar ao trabalho de ligar para cada um deles ou mandar e-mail para que apareçam. Eles simplesmente aparecem. Faz parte da cultura. Na verdade, se a pessoa não quiser celebrar ou se for festejar fora, aí sim é necessário ligar para todos aqueles da família, vizinhos e conhecidos avisando para não aparecerem porque não te encontrarão em casa. É mole?
O Juan, como trabalhou num cinema, puxa conversa com o Oscar sobre o assunto enquanto na tela da TV passa o filme O clã das adagas voadoras.
O mais interessante foram as percepções. Primeiro que, desde a chegada do tio Pancho não parei de bocejar. Tanto o pai quanto eu achamos que me puseram a limpar o tio, mas não me senti mal por isso. Na verdade, enquanto meus primos entravam na casa fiquei num mix de introspectivo e atento. Ninguém me apresentava a ninguém, tanto que só soube que todos eles eram filhos do Cholin quando se levantaram e foram embora ao mesmo tempo. Isso foi engraçado.
Em seguida minha fisionomia começou a se alterar, o tipo de sensação de quando estou incorporando, e o mais interessante, formando um sorriso em meu semblante. Não só num mas em mais momentos, quando encostava e relaxava num canto para apreciar a conversa, tive a mesma sensação, como se alguém, que não eu, estivesse contente por aquela reunião. Não sei se isso está relacionado a algum dos visitantes presentes ou ao momento em si. Não sei, mas foi algo marcante e até agradável. Durante toda a viagem tive sensações bastante sutis nos lábios, mas não até agora algo tão forte.
Infelizmente as gêmeas não puderam comparecer. Trabalhariam até tarde. Logo em seguida da saída do tio Cholin, me retiro. Tento assistir um filme, mas o cansaço me derruba.
Mais fotos:
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| Ruas de Cuzco |
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| Aeroporto de Cuzco |
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| Engraxate dentro do aeroporto com decoração Inca |
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| Decoração do aeroporto de Cuzco |
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| Aeroporto de Lima |
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| Taxista que presta serviços para a família |
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