Chegamos às 4h40 e compramos algumas porcarias para o café da manhã. Não estou com muita disposição para comer, mas como dizem que em Águas Calientes tudo é muito mais caro, como um Snicker sem muita vontade e guardo o pão com queijo para outra hora.
Chegamos em Águas Calientes 1h30 minutos mais tarde e vamos direto comprar a passagem de volta de trem para o mesmo dia e o ticket para Machu Picchu. Más notícias: havia trem para as 14h55 e depois só para 21h. O problema do primeiro horário é que teríamos que ir em pé. Tudo bem. Melhor em pé do que às 21h.
Pegamos a lotação para a cidade perdida dos Incas e começamos a subir a montanha por estreita estrada de terra em ziguezague. Conseguimos um guia lá mesmo (tem de monte) e, mais uma vez, nos maravilhamos com a paisagem estonteante e complexidade das construções. Enquanto a guia vai explicando o significado das coisas, acompanho-a com o pequeno livro guia que comprei em Cuzco a 20 soles.
Procuro aproveitar bem minha passagem por lá percorrendo tudo quanto possível. O sol fica forte, os sobes e desces me saturam e começo a me sentir muito enfraquecido. Minhas pernas doem, sinto dormência nos braços e penso se tratar de problema com a altura. Ainda bem que já havia andado tudo.
De volta a Águas Calientes tomo suco de mamão com abacaxi para ver se melhoro e meu estômago ronca. Foi o chocolate. Me destruiu. Deito no canto da sacada do mercado e sinto melhorar um pouco. Como o chocolate foi o único que comi desde cedo e não foi bem assimilado, meu corpo estava sentido e sem alimento. Além disso, a exigência do passeio de 3 horas ininterruptas baixo sol forte. Realmente dancei bonito. Não consigo nem andar direito. O Aldo quer conhecer o local, mas não tenho forças para ficar andando. Meu corpo pesa, tudo me incomoda.
Mas não poderíamos ficar sem mais aventura. Estávamos indo para a estação de trem quando o Aldo e eu nos separamos. Não o encontro. Decido então ir à estação, onde, logicamente nos encontraríamos. Faltam 10 minutos para o trem sair e começo a pensar no pior. Por que ele não chega? Deve ter acontecido algo. Subo no trem, o procuro lá dentro e nada. Deixo o trem pra trás, na estação não o encontro, começo a me acostumar com a idéia de pegarmos o próximo trem às 21h quando de repente ele aparece, sem fôlego de tanto haver corrido. Subimos ao trem 2 minutos antes de partir. Ufa!
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| Aldo sentado no corredor do trem. |
Chegando em Ollantaytambo sou o último a sair do vagão em total low motion. Demoro uns 15 minutos para chegar ao estacionamento, onde a nossa van nos aguarda. Sentamos na última fileira e para minha sorte, mais uma vez, sobram três bancos vagos. Nem penso 2 vezes e me deito. Acordo quase em Cuzco sentindo-me melhor.
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| A mulher caridosa e seu filhinho. Como as crianças aqui são lindas! |
De volta à nossa cidade de origem, vamos ao Antojito e finalizo meu dia na rua com uma sopa de vegetais. Precisava comer algo. Banho quente, arrumo as malas e apago.




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