quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Peru – 5º dia (Machu Picchu)

Acordamos às 2h15 e às 2h45 nos encontramos com mais um grupo de brasileiros que, como nós, vai para Ollantaytambo pegar o trem a Águas Calientes.

Chegamos às 4h40 e compramos algumas porcarias para o café da manhã. Não estou com muita disposição para comer, mas como dizem que em Águas Calientes tudo é muito mais caro, como um Snicker sem muita vontade e guardo o pão com queijo para outra hora.

Chegamos em Águas Calientes 1h30 minutos mais tarde e vamos direto comprar a passagem de volta de trem para o mesmo dia e o ticket para Machu Picchu. Más notícias: havia trem para as 14h55 e depois só para 21h. O problema do primeiro horário é que teríamos que ir em pé. Tudo bem. Melhor em pé do que às 21h.

Pegamos a lotação para a cidade perdida dos Incas e começamos a subir a montanha por estreita estrada de terra em ziguezague. Conseguimos um guia lá mesmo (tem de monte) e, mais uma vez, nos maravilhamos com a paisagem estonteante e complexidade das construções. Enquanto a guia vai explicando o significado das coisas, acompanho-a com o pequeno livro guia que comprei em Cuzco a 20 soles.

Procuro aproveitar bem minha passagem por lá percorrendo tudo quanto possível. O sol fica forte, os sobes e desces me saturam e começo a me sentir muito enfraquecido. Minhas pernas doem, sinto dormência nos braços e penso se tratar de problema com a altura. Ainda bem que já havia andado tudo.

De volta a Águas Calientes tomo suco de mamão com abacaxi para ver se melhoro e meu estômago ronca. Foi o chocolate. Me destruiu. Deito no canto da sacada do mercado e sinto melhorar um pouco. Como o chocolate foi o único que comi desde cedo e não foi bem assimilado, meu corpo estava sentido e sem alimento. Além disso, a exigência do passeio de 3 horas ininterruptas baixo sol forte. Realmente dancei bonito. Não consigo nem andar direito. O Aldo quer conhecer o local, mas não tenho forças para ficar andando. Meu corpo pesa, tudo me incomoda.

Mas não poderíamos ficar sem mais aventura. Estávamos indo para a estação de trem quando o Aldo e eu nos separamos. Não o encontro. Decido então ir à estação, onde, logicamente nos encontraríamos. Faltam 10 minutos para o trem sair e começo a pensar no pior. Por que ele não chega? Deve ter acontecido algo. Subo no trem, o procuro lá dentro e nada. Deixo o trem pra trás, na estação não o encontro, começo a me acostumar com a idéia de pegarmos o próximo trem às 21h quando de repente ele aparece, sem fôlego de tanto haver corrido. Subimos ao trem 2 minutos antes de partir. Ufa!

Aldo sentado no corredor do trem.
Mas, viajar em pé por 1h30, fraco do jeito que estava? Nunca! Assim que o trem parte me sento no meio do corredor. As pessoas pediam passagem e eu apenas afastava as pernas para me pularem. A senhora sentada bem na minha frente fica com pena do meu estado e me dá um espaço do seu banco. Para minha sorte, estava com seu bebê que não ocupa muito espaço. Mesmo contando com esse atenuante, ainda me sinto super desconfortável, afinal, estou extenuado, sem comer e o calor do vagão não ajuda. Torço para não vomitar nem desmaiar ali mesmo. A viagem parece interminável.

Chegando em Ollantaytambo sou o último a sair do vagão em total low motion. Demoro uns 15 minutos para chegar ao estacionamento, onde a nossa van nos aguarda. Sentamos na última fileira e para minha sorte, mais uma vez, sobram três bancos vagos. Nem penso 2 vezes e me deito. Acordo quase em Cuzco sentindo-me melhor.

A mulher caridosa e seu filhinho.
Como as crianças aqui são lindas!


De volta à nossa cidade de origem, vamos ao Antojito e finalizo meu dia na rua com uma sopa de vegetais. Precisava comer algo. Banho quente, arrumo as malas e apago.

Nenhum comentário: