sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Peru - 1º dia

Primeiro dia no Perú. As impressões têm sido interessantes. Comecando com a Cordilheira dos Andes vistas do aviao. Na verdade não sei se vi os pontos mais altos, acredito que não, mas ainda 1 hora antes de chegar a Lima vejo todo um conjunto de montanhas, algumas com os picos cheios de neve num céu aberto e ensolarado. Fascinante!
Quando nos alertam que estamos em Lima aproximando-nos do pouso, percebo que há um tapete de nuvens se estendendo no horizonte interminavelmente. Pousamos e o clima todo fechado. Sem sol. Por sorte, neste exato momento, enquanto escrevo, há um céu bonito e ensolarado do lado de fora.
Passo pela alfândega rapidamente e me esperam meu irmão e meu tio Roberto com o taxista da família. A paisagem da região é muito parecida com a de Cairo. Como quase nunca chove em Lima os tetos das casas não tem telhas.
As ruas do bairro La Perla, onde minha avó mora, são pequenas e com casas bem modestas. Chegando na casa dela, tudo que lembrava sendo muito grande na infância agora é pequeno.  Chego a comentar “vó, esta escada não era maior?” Ela, toda feliz por nos receber.
O almoço foi uma delícia: Cauza (comida típica peruana) com recheio de legumes, caldo de Huancayna (usada em outro prato típico peruano – papa a La huancayna) e um arroz tipico com pimenta e coloração alaranjada, tudo com agradável tempero picante. Me acabei!
Depois, fui com meu tio Roberto ao banco. Precisava caminhar. Enquanto andava com ele, percebia um cheiro de urina pelas varias calcadas por onde passávamos. Me contou que e’ muito comum o pessoal urinar nas ruas quando os comércios não permitem ou cobram para usar o banheiro.
Chegando ao banco, enquanto aguardava precisava faze-lo sentado. O guarda disse que não podia ficar de frente ao caixa em pe’. Ainda não sei o motivo, mas vou descobrir.
Voltamos pelas ruas onde morei. Reconheço as cercanias, mas nada com exatidão. Muita coisa mudou. Também, foram 23 anos longe! Passamos no antigo mercado onde minha vó e tio Roberto tem lojinhas há mais de 30 anos. Foi engraçado ver os comércios que vendem frango com os bichos mortos, pendurados do pescoço e depenados, com alguns de seus órgãos separadamente em ganchos de ferro. E o quadro fica mais bonito com as moscas ao redor de tudo isso. Como diria a Lú: Um horror!
Bem, preciso agora fuçar no Google e decidir o que vamos fazer hoje e programar nossas visitas. Fui!

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