Inquieto, com vontade de desbravar o máximo possivel, de ver o dia a dia do peruano limenho, saímos para Miraflores, bairro nobre de Lima e fortíssimo ponto turístico.
Para nossa sorte, minha tia Alicia trabalha no meio desse centro comercial. Vamos visitá-la de taxi via costa da cidade. Meu irmão comenta: “como o peruano não sabe aproveitar as praias que tem”, mas logo em seguida somos surpreendidos por uma resposta a tal indignação. O governo peruano está em obras a todo vapor para deixar as praias bonitas, como um calçadão das cidades praieiras de São Paulo e Rio de Janeiro, com praças, bancos, pontos de descanso e provavelmente comércio para quem queria fazer caminhadas ou andar de bicicleta vendo o mar perdendo-se no horizonte.
Enquanto o taxi vai se aproximando do nosso bairro de destino, percebemos com clareza a intenção do projeto. Miraflores é um outro mundo. É como se não estivéssemos mais no Peru. Vê-se mais gente de pele clara e traços não característicos dos descendentes de índios locais. É como disse ao meu irmão: “a parte chique de uma cidade é igual no mundo todo, e por isso, menos interessante para conhecermos o original de uma cultura”. Lógico que há as características do local que em nenhum outro ponto do mundo conseguem-se replicar, mas a similaridade do chique é tamanha que numa das esquinas de Miraflores me transportei por alguns segundos a Washington DC, nos arredores da Casa Branca.
Encontramos minha tia, que nos recebe com muito carinho e vai nos apresentando às colegas de trabalho com perceptível orgulho. “Não são lindos meus sobrinhos?” Tia coruja é fogo. Não posso culpá-la, com certeza vou fazer o mesmo com o Jean e com os proximos que virao.
Ah! Não mencionei como pagamos barato nos taxis. Andamos 30 minutos desde La Perla até Miraflores e pagamos apenas 13 soles. TREZE SOLES!!! Sabe o que isso significa em Reais? São míseros R$ 8.36. Do Guanabara ao Cambuí paguei R$ 11,00 e a carona não durou nem 10 minutinhos. Pelo visto vou andar muito de taxi por aqui.
Damos uma volta no bairro e começamos a experimentar da culinária peruana. Hmmmm... Picarones, Doña Pepa, mais doces e doces. Pensei que voltaria magrinho para casa. Não sei não... Tomara que minha namorada ainda me queira (rs).
Depois de uma hora caminhando nos arredores vamos com a tia Ali para um outro centro comercial chamado Plaza de San Miguel, um outro centro comercial da região com um shopping Center enorme ao ar livre. Aqui tem a sorte de não chover, então empreendimentos como esse são investimento garantido.
| Vizinho da frente da casa da minha avó. Detalhe: o cachorro nas alturas. Não é louco? |
Tomamos um lanche, recebemos minha prima Paty, desesperada para nos ver, batemos um papo e nos retiramos para dormir. Estávamos exaustos. Até pensamos em sair para dançar, mas não teve jeito. Poucas horas de sono foram o complô perfeito.
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