quarta-feira, 18 de maio de 2011

Segundo resgate: à la francesa no velho oeste

Vendo como subiam os seres levados para as escolas no meu primeiro resgate, fui me meter a fazer uma cabala em casa para fortalecer minha falange e acabei abrindo um portal de entrada dos que seriam resgatados no sábado próximo. Segundo o que me foi dito, isso ocorreu porque fiz a determinação de forma incorreta. Me incomodaram deixando-me irriquieto, me virando na cama de um lado para o outro sem poder dormir e, para arrematar, ainda derrubaram coisas madrugada adentro. Nada mais inapropriado, mas, pensando bem, agora, divertido.

No dia seguinte, ainda sob a influência desses seres trazidos de baixo, quase bato o carro três vezes em situações nada convencionais. E olha que isso NUM SÓ DIA! Numa delas, o motorista pára no meio do balão em local onde não há sinalização nenhuma solicitando. Nunca vi algo como aquilo. Para corrigir essa influência, dá-lhe sal grosso, enxofre, velas e a correta determinação. Ficou mais fácil esperar até o sábado.

Chegado o dia, apreensivo, me pego pensando se este segundo seria tão pesado quanto o primeiro, cheio de histórias de traições e de comportamentos infantis inconseqüentes. Mal sabia que seria um pouco mais divertido.

Vão subindo uma a uma, algumas bem judiadas, algumas nem tanto. Ninguém quer falar muito; olham para mim com um certo receio. “ Vamos esperar que ele vai contar tudo”, dizem elas. Uma a uma sobem e contam que o mago foi meu pai e que todas elas, menos uma, eram dançarinas do seu saloon e que foram as responsáveis pela bagunça em casa no início da semana, dançando e aprontando em tardia hora. Dão risada!

Sobe o mago e o grande mistério revela ser algo que pouco me abalou e chegou a ser engraçado: era filho dele, gay, vindos da França com as dançarinas para os EUA na época do velho oeste. Meu pai, dono de um saloon; eu, uma vergonha para ele pela minha opção sexual. Era “a amiga” e coreógrafo das meninas bailarinas e prostitutas.

Um dia o pai flagra o filho em namoricos com outro rapaz, perde a cabeça e frustradas as tentativas de intervenção a meu favor, sou morto pelo próprio pai. Isso ainda viraria algo comum...

O que eu fiz? Humilhei um pai por ser quem era. O que ele fazia contra mim nesta vida lá das trevas? Procurava estimular a mesma energia que abominou no passado para que nesta encarnação continuasse na homossexualidade. Não deu certo.

Posteriormente, uma amiga da família, cartomante, me confessa que sempre alertou meu pai desta encarnacao que sentia em mim uma tendência para a homossexualidade, mas que agora percebia, mesmo sem eu ainda ter comentado a respeito do trabalho de resgate carmico, que essa energia tinha mudado. Fiquei feliz pelo desdobramento tão perceptível do resgate.

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