quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quarto resgate: Filho de faraó

Um a um vão subindo e rapidamente são direcionados para os hospitais e escolas no astral. Alguns relatam o que aprontei: filho de faraó, me envolvi com a filha do faraó vizinho. O único problema: ela era a mais nova esposa do meu pai. Aiai...

Foi um acordo com interesse para ambas as partes. Dois faraós, um disposto a se casar novamente, o outro, com uma filha que precisava ser casada. Ambos, líderes com interesses em manter as boas relações com os poderes vizinhos e fortalecer vínculos que lhes davam vantagens comerciais e garantia de paz.

Tudo andava bem, até que o filho do faraó, eu, apronto de me envolver com a prometida. Temos um caso, somos descobertos e o cenário de desgraças está montado.

O pai, convencido pela sua mãe, conhecedora dos poderes espirituais, que o filho foi vítima, seduzido pelas artimanhas típicas da beleza e jovialidade da recém casada, mata a moça. As relações com o faraó vizinho se tornam tensas e este exige uma atitude reparadora ou a guerra seria inevitável.

Sem muita opção, asfixia o filho e o enterra ainda vivo. Assim, trágico, acaba essa relação na terra mas que repercute nos níveis trevosos.

Esse pai, faraó, é hoje meu mentor. Foi resgatado de onde alimentava seus ressentimentos, atentando contra mim, bloqueando o desenvolvimento de minhas potencialidades para a espiritualidade. Nos olhamos frente a frente, olhos nos olhos e pedi perdão pelo que lhe fiz passar. Tinha dificuldades de se expressar em português, já que não aprendeu o idioma, mas mesmo assim foram momentos agradáveis.

Antes de se retirar realiza uma cirurgia no meu corpo energético, retirando do meu canal de incorporação o bloqueio que impedia contato maior com minhas falanges. Com as mãos abre. Sinto um desconforto tão grande na região que chego a me curvar. Ele ri. Eu acho o maximo, mas a sensação ainda não é das melhores. Pega então uma vela e cauteriza o local que acabou de ser limpo e aberto. Sinto-me bem. Essas vivências são tão fortes... À Lú são passadas as instruções de como deve proceder para continuar com a abertura que acabou de ser iniciada, para fazer não só em mim, mas também naqueles que virão depois e que deverão ser desenvolvidos da mesma forma.

Subiu para os hospitais e escolas de onde regressará em breve para me guiar na jornada dos resgates cármicos, deixando claro que só trabalharia comigo se fosse nessa senda e com o grande Mestre, quem o retirou da escuridão e lhe deu novamente a oportunidade de abraçar um propósito maior. A partir desse dia me retirei do centro de Umbanda. O local para meu aperfeiçoamento como ferramenta da espiritualidade estava decidido, e pelo meu Mentor.

Ele não vai me incorporar. Vai trabalhar afastado. Minha avó, recolhida nessa mesma falange, ela sim vai trabalhar incorporada. Mas todos precisam de um tempo de preparação antes de iniciarmos esses trabalhos. Receberão instruções, determinações e suporte necessários para voltarem fortalecidos, esclarecidos e prontos para me guiar rumo a um futuro muito bonito de trabalhos em prol daqueles que, como eu, precisam.

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