quinta-feira, 19 de maio de 2011

Terceiro resgate: Vida de mosteiro?

Terceiro resgate. Desta vez a Lú preparou minha energia para fortalecer meus colegas que serão ajudados. Graças a esse suporte a coisa toda se desenvolve com mais facilidade. Vão subindo um a um em melhores condições. Seus corpos, mais inteiros, menos machucados, graças à energia que lhes foi direcionada durante a semana.
Enquanto vão subindo meus colegas de outra vida, revelam que estou realizando resgate de uma encarnação em que fui monge em mosteiro de região montanhosa e fria da Ásia. Sobe a mulher alquimista, minha mãe, e nos esclarece. Meu pai se envolveu com ela e me tiveram. Ele, homem de mosteiro. Ela, curandeira, trabalhava com diversas poções.
Em certa idade, ele me levou para o ashram para cuidar de mim. Fui crescendo nesse meio mas minha alma, muito agitada, se lançou à curiosidade e foi fazer, na companhia de alguns colegas coagidos, uma visita à sua mãe, de quem roubou algumas poções.
As meninas da curandeira, dando-se conta do ocorrido, foram à escola reaver as poções bebidas pelos curiosos e inocentes meninos que ficaram alterados, animalizados, fora de si. A força das paixões e dos instintos tomou conta de todos e as que foram apenas buscar o que lhes pertencia tornaram-se vítimas dos incontroláveis desejos masculinos e, na tentativa de encobrir o ocorrido, têm suas vidas brutalmente interrompidas.
Descobertos, o pai, responsável por aquela instituição, segue pelo mesmo caminho. Envenena a todos os envolvidos e, em seguida, se mata.
O que ele tramava contra mim? Na verdade, nada de mal. Ao contrário, ele era quem me estimulava a encontrar o caminho da espiritualidade, quem me impulsionava o tempo todo a buscar as respostas para as dúvidas da vida. De sua boca, as mais motivadoras palavras: “e agora você finalmente encontrou o caminho”. Nos resgates cármicos, com a Lú, com o grande Mestre. Fiquei contente.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quarto resgate: Filho de faraó

Um a um vão subindo e rapidamente são direcionados para os hospitais e escolas no astral. Alguns relatam o que aprontei: filho de faraó, me envolvi com a filha do faraó vizinho. O único problema: ela era a mais nova esposa do meu pai. Aiai...

Foi um acordo com interesse para ambas as partes. Dois faraós, um disposto a se casar novamente, o outro, com uma filha que precisava ser casada. Ambos, líderes com interesses em manter as boas relações com os poderes vizinhos e fortalecer vínculos que lhes davam vantagens comerciais e garantia de paz.

Tudo andava bem, até que o filho do faraó, eu, apronto de me envolver com a prometida. Temos um caso, somos descobertos e o cenário de desgraças está montado.

O pai, convencido pela sua mãe, conhecedora dos poderes espirituais, que o filho foi vítima, seduzido pelas artimanhas típicas da beleza e jovialidade da recém casada, mata a moça. As relações com o faraó vizinho se tornam tensas e este exige uma atitude reparadora ou a guerra seria inevitável.

Sem muita opção, asfixia o filho e o enterra ainda vivo. Assim, trágico, acaba essa relação na terra mas que repercute nos níveis trevosos.

Esse pai, faraó, é hoje meu mentor. Foi resgatado de onde alimentava seus ressentimentos, atentando contra mim, bloqueando o desenvolvimento de minhas potencialidades para a espiritualidade. Nos olhamos frente a frente, olhos nos olhos e pedi perdão pelo que lhe fiz passar. Tinha dificuldades de se expressar em português, já que não aprendeu o idioma, mas mesmo assim foram momentos agradáveis.

Antes de se retirar realiza uma cirurgia no meu corpo energético, retirando do meu canal de incorporação o bloqueio que impedia contato maior com minhas falanges. Com as mãos abre. Sinto um desconforto tão grande na região que chego a me curvar. Ele ri. Eu acho o maximo, mas a sensação ainda não é das melhores. Pega então uma vela e cauteriza o local que acabou de ser limpo e aberto. Sinto-me bem. Essas vivências são tão fortes... À Lú são passadas as instruções de como deve proceder para continuar com a abertura que acabou de ser iniciada, para fazer não só em mim, mas também naqueles que virão depois e que deverão ser desenvolvidos da mesma forma.

Subiu para os hospitais e escolas de onde regressará em breve para me guiar na jornada dos resgates cármicos, deixando claro que só trabalharia comigo se fosse nessa senda e com o grande Mestre, quem o retirou da escuridão e lhe deu novamente a oportunidade de abraçar um propósito maior. A partir desse dia me retirei do centro de Umbanda. O local para meu aperfeiçoamento como ferramenta da espiritualidade estava decidido, e pelo meu Mentor.

Ele não vai me incorporar. Vai trabalhar afastado. Minha avó, recolhida nessa mesma falange, ela sim vai trabalhar incorporada. Mas todos precisam de um tempo de preparação antes de iniciarmos esses trabalhos. Receberão instruções, determinações e suporte necessários para voltarem fortalecidos, esclarecidos e prontos para me guiar rumo a um futuro muito bonito de trabalhos em prol daqueles que, como eu, precisam.

Segundo resgate: à la francesa no velho oeste

Vendo como subiam os seres levados para as escolas no meu primeiro resgate, fui me meter a fazer uma cabala em casa para fortalecer minha falange e acabei abrindo um portal de entrada dos que seriam resgatados no sábado próximo. Segundo o que me foi dito, isso ocorreu porque fiz a determinação de forma incorreta. Me incomodaram deixando-me irriquieto, me virando na cama de um lado para o outro sem poder dormir e, para arrematar, ainda derrubaram coisas madrugada adentro. Nada mais inapropriado, mas, pensando bem, agora, divertido.

No dia seguinte, ainda sob a influência desses seres trazidos de baixo, quase bato o carro três vezes em situações nada convencionais. E olha que isso NUM SÓ DIA! Numa delas, o motorista pára no meio do balão em local onde não há sinalização nenhuma solicitando. Nunca vi algo como aquilo. Para corrigir essa influência, dá-lhe sal grosso, enxofre, velas e a correta determinação. Ficou mais fácil esperar até o sábado.

Chegado o dia, apreensivo, me pego pensando se este segundo seria tão pesado quanto o primeiro, cheio de histórias de traições e de comportamentos infantis inconseqüentes. Mal sabia que seria um pouco mais divertido.

Vão subindo uma a uma, algumas bem judiadas, algumas nem tanto. Ninguém quer falar muito; olham para mim com um certo receio. “ Vamos esperar que ele vai contar tudo”, dizem elas. Uma a uma sobem e contam que o mago foi meu pai e que todas elas, menos uma, eram dançarinas do seu saloon e que foram as responsáveis pela bagunça em casa no início da semana, dançando e aprontando em tardia hora. Dão risada!

Sobe o mago e o grande mistério revela ser algo que pouco me abalou e chegou a ser engraçado: era filho dele, gay, vindos da França com as dançarinas para os EUA na época do velho oeste. Meu pai, dono de um saloon; eu, uma vergonha para ele pela minha opção sexual. Era “a amiga” e coreógrafo das meninas bailarinas e prostitutas.

Um dia o pai flagra o filho em namoricos com outro rapaz, perde a cabeça e frustradas as tentativas de intervenção a meu favor, sou morto pelo próprio pai. Isso ainda viraria algo comum...

O que eu fiz? Humilhei um pai por ser quem era. O que ele fazia contra mim nesta vida lá das trevas? Procurava estimular a mesma energia que abominou no passado para que nesta encarnação continuasse na homossexualidade. Não deu certo.

Posteriormente, uma amiga da família, cartomante, me confessa que sempre alertou meu pai desta encarnacao que sentia em mim uma tendência para a homossexualidade, mas que agora percebia, mesmo sem eu ainda ter comentado a respeito do trabalho de resgate carmico, que essa energia tinha mudado. Fiquei feliz pelo desdobramento tão perceptível do resgate.

17/05/2011 – Irradiações de alguém sério

Foi no meio de uma visita à casa da Lú que as sensações foram se fazendo presentes.

Percebia uma certa estranheza, mas ainda sutil, na forma como eu observava a minha querida amiga durante conversa, com seriedade mesmo diante de contos engraçados. Não sei por que, não me vinha a vontade de rir. Algo estranho estava no ar.

Dali a algum tempo comecei a sentir um incômodo, como que uma certa irritação, vontade de pegar um bom vento forte, andar, correr, pular, e minha forma de falar e me comunicar, no geral, não pareciam naturais, mas como que sendo influenciadas por algo ou alguém.

Compartilhei a inquietação com a minha iniciadora nas artes dos resgates e sem se fazer de rogada espirrou no meu corpo o perfume de rosas que durante esta digitação abençoa meu espaço aéreo. Minha fisionomia então começou a se modificar, ficou muito séria, extremamente séria, podendo ser facilmente interpretada como carrancuda.

Expliquei que a única vez que isso tinha me acontecido foi quando, a pedido de ex-namorada, fui submetido à leitura dos búzios por um pai de santo de casa de Candomblé. Na época, sentei-me à sua frente enquanto que `a mesa que nos separava, os búzios revelavam as respostas das minhas inquietações. Foi ali que senti o mesmo que agora. Fisionomia e humor mudaram de tal forma, tão abruptamente, que eu não entendia. Compartilhei o que sentia, a alteração da postura na cadeira, que demonstrava retidão e certa autoridade, expressão séria e reprovadora e falta de total de senso de humor. Não era mal humor, apenas uma presença excessivamente séria. Na interpretação desse líder religioso disse tratar-se de um Orixá, seres que quando canalizados não se comunicam, apenas incorporam, dançam e logo se retiram. Informação captada, assimilada e guardada. Até agora...

Engraçado como a vivência é parecida. Além da expressão corporal, movimentos involuntários na região da boca e queixo, como que tremores internos. Muito peculiar.

Minha iniciadora e amiga faz aplicoes energeticas enquanto apenas vivencio, aprecio o momento. Ela vê e compartilha comigo a presença daquele que irei incorporar, ao meu lado, irradiando sobre mim alguns fluidos sutis, me preparando aos poucos, trabalhando sua influência para que meu corpo se acostume com seu padrão vibracional e paulatinamente me prontifique para a canalização.

Fico apenas curtindo o momento, percebendo as nuances e em silencio agradecendo a bênção de poder vivenciar tal experiência não premeditada e pensando no que a Lú me revela a respeito dos planos futuros muito próximos, visualizando um trabalho recompensador pelo objetivo e pelo tipo de público, que fará das nossas convivências motivo de alegria contínua pelo elevado grau de projeção moral e intelectual.

Abro os olhos, as cores estão mais fortes e sinto palpitações na minha cabeça, também involuntárias.

O tempo todo sob a irradiação das mãos amigas da minha companheira de bate-papo e de seu Mestre e, no final, uma sensação de leveza e tranqüilidade.

A hora vai passando enquanto conversamos, trocamos figurinhas, aprendemos e nos divertimos, mas o sono começa a bater e é tempo de me retirar. Ainda tenho uma estrada a pegar.

Termino a noite com este escrito e com a lua cheia brilhando lá fora, num céu aberto, bonito e frio. Amanhã, mais um dia.

Com carinho,
Daniel

domingo, 8 de maio de 2011

Primeiro resgate

1) Esquartejado com carroças (contraiu-se com medo e choroso e se alojou no colo da Lu'). Eu, caçador de recompensas
2) morto com pedrada na cabeca. Era guarda da tribo. Morto para saquear o grupo do qual fazia parte
3) irmao, morto com espada nas costas. Briga infantil, alcool no sangue, ciume, inveja
4) Aristocrata, da familia, ajudou a torturar e matar para tentar pegar sua fortuna. O plano era casar com sua filha mas nao deu certo
5) moca, esposa, franzina, pequenina, morreu de peste na Franca. Foi deixada, abandonada porque ficou doente, trocada por outra
6) com buracos na barriga (quando estao nesse estado nos fazem sentir fome)
7) nao lembrava quem estava `a sua frente. O tocou e pela energia percebeu que era do mesmo sangue
8) morreu com adaga cruzada na regiao do abdomen
9) loira, da Sicilia, com quem teve relacionamento afetivo. A abandonou. (era ela quem cortava as relacoes afetivas, emanando energia negativa para as mulheres por quem tinha interesse)
10) problema no joelho. Cortou atras do joelho
11) estava fraco e subiu rapido. Nao conseguia ficar em pe'
12) Eram em 3. Saqueavam, enganavam e iludiam para sexo. Vida em Madrid
13) Era o pai. O irmao gêmeo estava alojado no meu peito. O pai ficou com esse irmao nas trevas e por eu ter me arrependido, negociaram minha encarnacao com a condicao de resgata-los. Cumpri minha promessa. Graças a Deus.

sábado, 7 de maio de 2011

07/05/2011 - Abertura total para incorporação

Mensageira do Mestre inicia o dia de trabalhos com a continuacao do desenvolvimento de minhas capacidades mediunicas incorporativas. O dia sera' pesado, por isso e' necessario realizar esse procedimento no inicio, antes que as energias densas se fixem no ambiente, podendo me influenciar negativamente.

Entro no circulo com o tubo de resgate acionado e mais uma vez mao direita e esquerda posicionadas para o início da cirurgia de abertura do canal de incorporção. Inicia a perfuracao e também minhas respiracoes profundas. Nao sinto muita coisa senao que num momento, a vontade de beijar a face de minha mentora que ali atenta-se `aos acontecimentos transformadores mais sutis: a irradiacao da luz dourada penetra e ultrapassa o meu corpo energetico e essa luminosidade penetra e se conecta com o corpo energetico dos trabalhadores da minha falange criando um canal de conexao com todos eles. Em seguida aplica-se sobre a regiao trabalhada a luminosidade vermelha para cauterizar essa abertura e um fluxo de luz branca para purificar e manter o canal aberto daquele momento em diante. Finalizou o procedimento selando o tubo com o simbolo sagrado do Mestre, a imagem do Girassol.

No final, apenas a vontade de ficar em silencio. Me perguntam se estou bem. Sim, tudo bem, mas sem a minima vontade de responder ou de fazer qualquer movimento. Sou retirado do espaco magico e apenas no final dos trabalhos (7 horas depois), fico sabendo que o procedimento foi um sucesso com total abertura, me conectando com minhas falanges.

Depois disso, ficar em pe' e ajudar os que eram resgatados exigia esforco redobrado. O mais interessante, os esclarecimentos dos que tem conhecimento das leis das dimensoes espirituais.

Em intervalo para lanche me interiorizo cada vez mais e aproveito para tirar um cochilo, quem sabe apenas de alguns minutos, antes de ser acordado por voz de amiga que curiosa assiste a todo o espetaculo.

Agora, com a nova guia, vermelha, vamos ver como sera' minha semana.

Abertura para a incorporacao

Em desenvolvimento...

Com o resgate do pai do antigo Egito, que ressentido por ter tido sua mulher roubada, seu poder e posicao ameaçados e se ver obrigado a matar seu proprio filho para amenizar uma possivel guerra, inicia-se o processo de abertura das capacidades de incorporacao para auxiliar aqueles que precisam ser resgatados das dimensoes inferiores.

No primeiro dia, mao direita buscando e pressionando e mao esquerda fechando o circuito. Tem inicio perfuracao com a energia do Mestre atraves da medium, atentando-se esta e sua companheira tambem sensitiva e incorporada, `as imagens a elas mostradas no mundo invisivel para mim: bisturi com ponta redonda emitindo luminosidade amarela perfurando a metade da camada do corpo energetico na regiao.

Comeco a rir do nada, uma gargalhada muito agradavel, alegria sincera e descontraida. Fico sabendo que e' a presenca daquele que vou incorporar primeiro. A alegria do reencontro e' perceptivel e e' a ela que me conecto. Gostosas gargalhadas compartilham todos os presentes.

Ha' sim um desconforto pela pressao no ponto trabalhado, mas com a respiracao profunda logo se faz mais facilmente suportavel. Minha primeira sessao termina com a abertura do local parcialmente realizada e cicatrizada pela acao da energia em espiral vermelha cauterizante.

07/05/2011 - Resgate de um irmão nos Andes

Ambos nasceram na Espanha e foram levados ainda muito jovens para as terras Incas, no Peru extendendo-se pelos Andes até Chile. Durante a viagem, por falta de ingestao de vitaminas os pais falecem e os dois pequenos irmãos sao cuidados por uma conhecedora dos poderes mágicos.

Crescem lidando com naturalidade num ambiente de paranormalidades e tem seus dons desenvolvidos. Um deles, com visao comercial e sensibilidade aguçada, conseguia perceber nas pessoas seus pontos deficitários, suas dores, suas tristezas e lhes prometia a solucao para seus problemas. Movidos pelo desespero e impressionismo da aproximacao, o seguiam até seu irmao com quem viajava por toda a vastidao andina. Este segundo, tendo desenvolvido mesma capacidade de perceber as dificuldades físicas e da almas dos seus semelhantes e conhecedor das leis além da matéria, auxiliava seus clientes, em troca de moedas, a aliviar seus fardos do mundo sutil e escuro, com sangue, se necessário, e para quem tivesse como arcar. A satisfacao dos clientes era imediata mas nao perene. Os males voltavam e ao socorrista regressavam, pagando e tendo seus pesares aliviados repetidas vezes. Assim os irmaos faziam dinheiro.

Até o dia em que moça cliente, mulher de congregado da inquisição, entrega a dupla aos caçadores de magos e feiticeiras. Com a vantagem de ser apenas o intermediário, o irmao comerciante se exime de qualquer parentesco e ainda culpa seu próprio sangue de chantagem, de ter sua vida ameaçada caso nao levasse novas "vítimas".

Traído, o mago espanhol morre sozinho com a garganta cortada e desce para as trevas de onde atenta contra seu irmão irradiando sobre ele a vontade de continuar envolvendo-se com sangue como sinônimo de fonte de dinheiro e poder, impedindo a ascencao de suas falanges que aguardam o dia de seu resgate nas frias e penosas trevas.