quinta-feira, 13 de maio de 2010

Parar e orar

Lia meus e-mails naquela pressa mental típica quando vejo mensagem intitulada “Mês de Maio”. Não vinha do tipo de pessoa que costuma encher nossas caixas postais com todo tipo de material dispensável, por isso decidi abrir.

Pensei se tratar de uma piada inteligente ou no máximo algo no estilo Discovery Channel. Qual é a minha surpresa quando me deparo com o seguinte texto:

"Mês de maio é o mês da aparição da Virgem de FÁTIMA. Quando receber este e-mail, reze uma Ave Maria e faça um pedido especial à Virgem de Fátima".

Logo abaixo, a oração. Imediatamente me concentrei e deixei-me levar pela energia equilibrante da prece. O pedido... não seja tão curioso.

Pude perceber com clareza o quanto técnicas como esta influenciam na mudança imediata de estados acelerados mentais e emocionais. Uma deliciosa sensação de tranqüilidade tomou conta de mim e agradeci meu querido Emerson por ter me dado tal oportunidade.

Há algum tempo tenho percebido minha identificação com as orações. Já passei pelos mantras e senti seus fabulosos efeitos, mas me identifico muito com orações. Cada ferramenta com seus propósitos.

É bom perceber que podemos nos conectar com essa fonte de inspiração de amor e fraternidade. E como é forte. Quanto mais a fazemos, quanto mais nela mergulhamos, mais rapidamente e forte é sentida.

O mais bacana é que não fazia nem uma hora que havia mexido nas fotos da viagem que fiz com os Peregrinos da Luz por locais sagrados. E adivinha por onde passamos? Sim, por Fátima, em Portugal. Que lugar fascinante. Que energia boa. Uma cidade toda voltada para o turismo desse local de conforto, onde os homens se permitem conectar-se com seu lado mais sutil, auxiliados pela presença arrebatadora de toda uma poderosa egrégora.

Para quem quiser experimentar, boa conexão.

Com carinho,
Daniel Franco

domingo, 9 de maio de 2010

Discussão: palavrinha perigosa

Chegamos na casa da mãe, damos as boas vindas à Estefe que acaba de chegar após mais de ano ausente, ajudo minha prima a estacionar o carro, vamos buscar os refrigerantes que nos foram confiados e nos sentamos à mesa para começarmos uma tarde de reunião familiar pelo Dia das Mães.

Tenho percebido que nossas reuniões ficam cada vez melhores. É interessante como aprendemos a valorizar alguns momentos. Mas o melhor vem com as conquistas pequenas de espaços para bate-papos muito bacanas.

Antigamente nos limitávamos a brincar, caçoar um do outro, falar alto e debochar. O tempo vai passando e aquelas conversas tidas como tediosas começam a ocupar cada vez mais “espaço”. Lógico que essa não é necessariamente a regra. No encontro anterior a este nos reunimos na casa do trio J (Joel, Jane e Jean) e tivemos uma tarde muito descontraída, sem muitas conversas filosóficas, rindo de trivialidades, apenas curtindo o encontro, a presença dos demais, as palhaçadas às vezes naturais de cada um. Hoje foi tão bom quanto na última, mas com diferente abordagem.

A partir do assunto Decoração abordamos o tema das cores (cromoterapia), que nos levou à gostosa análise sobre evolução, energias, vibração, formas de desenvolvimento pessoal, espiritualidade no dia a dia, entre outras coisas. No final, percebemos criado um ambiente saudável do que chamo de Argumentação Positiva, que às vezes pode ser confundido com discussão. (Eita palavrinha perigosa!!!)

Discussão, entre outros significados, segundo o dicionário Michaellis: Debater, examinar, investigar, tendo em vista provas e razões pró e contra. Mas popularmente essa palavra adquiriu significado negativo. Dizer que duas pessoas estão discutindo nos traz à mente cena envolvendo agressividade verbal, podendo até levar à agressão física. Não julgo mal, já que o exemplo mais divulgado pelos nossos meios de comunicação é realmente esse tipo de duelo.

Nossa cultura está voltada para o ganhe sempre, diga a última palavra, faça-se valer, você tem que ser melhor que o outro. E é esse clima de competitividade criado e enfiado na cabeça de todos nós que nos faz o tempo todo buscar a vitória sobre os outros. Assim, numa conversa em que à pessoa lhe são apresentadas informações novas, posicionamentos diferentes dos seus, acaba por atiçar a necessidade de se proteger no intuito de não demonstrar fraqueza ao suposto adversário. Quanto desperdício.

Por isso sou a favor da Argumentação Construtiva. Nela, as pessoas envolvidas não se sentem inferiorizadas por não saberem. Pelo contrário. Excitação e brilho nos olhos dos que estão prestes a desvendar um universo novo, complementar, desafiador, encantador. E é isso que consigo nos bate-papos com minha cunhada Jane e com algumas pessoas queridas que entendem nossas astutas conversas como um catalisador para um diferente nível de entendimento. Que delicioso poder sentir a projeção imediata de nossa consciência para uma nova vida, nova realidade, cheia de possibilidades fresquinhas de ver o mundo que nos rodeia e do qual fazemos parte.

Precisamos desenvolver nosso senso investigativo e trabalhar nosso emocional para que as poderosas palavras alheias sejam a semente para nosso próprio crescimento, e não a ameaçadora presença que fere nosso gigantesco orgulho. Quão mais interessante seria a vida se pudéssemos encontrar pessoas assim mais frequentemente... Felizmente tenho dado sorte ultimamente.

Ao meu irmão Edgar, meu carinho.

Daniel Franco