Hoje assisti a parte final do filme chinês O Herói, com Jet Li e consagrados atores de mesma nacionalidade, apreciando a conexão da fotografia e sua relevância com o assunto abordado em cena. Não por acaso, indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro em 2002 e ganhador do Prêmio Alfred Bauer, no Festival de Berlim.
A história gira em torno do guerreiro Sem Nome, que jura vingar a morte de seu povoado por mando do rei de Qin. Para se aproximar o suficiente da realeza e concretizar sua vingança, bola um plano envolvendo 3 lendários assassinos. Dois deles são Neve que Voa e Espada Quebrada, que construíram uma relação amorosa calcada no ódio e no mesmo desejo de matar o monarca. Ambos já o haviam tentado.
Os dois amantes guerreiros enfrentaram sem dificuldade o exército real, adentraram o palácio e, na oportunidade perfeita de disferir o golpe fatal, Espada Quebrada poupa a vida do rei. Dizia ele tê-lo feito por ter entendido que por trás da guerra e de suas vítimas, há um bem maior: a união e a paz de uma nação. Neve que Voa não o perdoa e se afasta. Mais tarde, no final do filme, encontram-se novamente. Ela, revoltada por seu antigo amante ter persuadido Sem Nome a poupar o rei, inicia um combate.
Espada Quebrada, contra sua vontade, aceita o desafio, e na intenção de provar seu real e incompreendido amor, permite que um golpe fatal da enraivecida oponente perfure seu peito. Antes de morrer, explica o porquê de seu sacrifício e a cena que se segue me provoca forte emoção e lágrimas nos olhos. No deserto, solitária, uma mulher, uma guerreira, em prantos, sem ninguém a quem recorrer, sentindo a dor da perda de honrado ser humano, de um grande amor.
Muito me tocou esse desfecho principalmente porque me identifiquei com a errante, cheia de raiva, obcecada pelo desejo de vingança. Tal desejo que nos envenena por dentro e nos faz matar a cada dia a beleza da vida em nós e nos outros, nos quais tanto queremos descontar nossos desgostos pessoais.
Falava à minha querida amiga de Dedic, Eloisa, sobre ela ser a maior prejudicada pela sua revolta gritante contra o mundo, mas agora percebi que ao falar dela falava de mim mesmo. À minha ex-colega de trabalho, meu carinho e desculpas pela minha autoridade não merecida no assunto.
Com carinho,
Daniel

2 comentários:
Embora conheça o seu jeito de pensar e me identifique muito com ele, me surpreendo "te lendo" como surpreendo lendo a mim mesma.
Engraçado porque pensei isso esses dias: 'o que digo aos outros que eles devem mudar é o que devo mudar em mim'. E isso me traz à frase, que escrevi na minha parede, mas que agora faz mais sentido do que nunca - de mahatma gandhi = "Você precisa ser a mudança que quer ver". É isso.
Grata. Você me inspira. um beijo carinhoso.
Olá meu estimado amigo...muito obrigado por ter se lembrado de mim...de verdade não foi uma coisa que li sobre mim e apreciei,mas percebi que pra gente aceitar e até ouvir dos outros quem somos e o que fazemos,e que ás vezes nem percebemos o quanto é importante,mas isso causa um choque a primeira vista,você não consegue se aceitar.Sou um tipo de pessoa muito difícil de conviver,eu admito,mas vivo sempre intensamente e alegre todos os dias(vc sabe,né kkkkkkkk).Quando as pessoas acordarem e perceberem que o que importa é o selo de autenticidade do ser humano,mesmo dizendo pra serem o contrário,estas seram felizes de verdade.Dan te adorooooooooo muito você esta fazendo muita falta mesmooooooo...SAUDADES ETERNA......BJÃOOOOOO ELÔ
Postar um comentário