terça-feira, 9 de março de 2010

O sutil e o desejo

Procuro, à razão do desejo que me toma, desenvolver auto-disciplina para não fraquejar à chamada da natureza, gritante em meu interior feito uma energia selvagem que em sua essência me possibilita a embriaguês única a meu alcance.

É nessa melodia que meu corpo, todo ouvidos, busca o lenitivo. Mas, e a minha alma? Aquela que se encontra presa? Em que mata suas vontades? Numa oração? Na caridade? Haverá, enfim, como conciliar o desejo do corpo com a necessidade do espírito? Há lugar para tal encontro?

Que seja, então, no sexo contemplativo, que minha parte mais sutil se desafogue no mundo pesado das formas, admirando o que há de mais belo, além dos olhos, enquanto vêem a carne desnuda de uma humana e uma deusa.

Um comentário:

Anônimo disse...

Daniel....
que legal seu blog,é bem a sua cara.Acho que você deveria considerar se tornar um cronista urbano,quem sabe até publica um livro?
bjs.Dany.