Uma vida bem sucedida, é apenas o começo...
Vamos trocar idéias de forma inteligente, visando a expansão da nossa consciência para níveis de atuação mais coerentes, saudáveis e prazerosos. Seja bem-vindo!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Hoje, chorei
Hoje, chorei.
Chorei concentrado no agradecimento
Com a tranquilidade de quem libera a alma
Ajoelhado e aos poucos caindo em prantos
Apreciando a emoção que lentamente foi me tomando
Na companhia do amigo sincero
No sentir a mão e o trabalho comigo realizando
Chorei, abrindo o coração para o ridículo
Sem me preocupar, no meu canto, sozinho, acompanhado, com isso
E na leveza posterior, com o cardíaco anestesiado
Busquei palavras para compartilhar o encanto
Que é poder chorar com leveza
Enquanto o mundo se preocupa em segurar esse divino momento, necessário
Com carinho,
Daniel
Chorei concentrado no agradecimento
Com a tranquilidade de quem libera a alma
Ajoelhado e aos poucos caindo em prantos
Apreciando a emoção que lentamente foi me tomando
Na companhia do amigo sincero
No sentir a mão e o trabalho comigo realizando
Chorei, abrindo o coração para o ridículo
Sem me preocupar, no meu canto, sozinho, acompanhado, com isso
E na leveza posterior, com o cardíaco anestesiado
Busquei palavras para compartilhar o encanto
Que é poder chorar com leveza
Enquanto o mundo se preocupa em segurar esse divino momento, necessário
Com carinho,
Daniel
domingo, 13 de junho de 2010
Sentimiento anciano
He buscado por todos los lados
Mas el momento era de sentirme encorralado
He corrido intentando alcanzar algo
Pero no senti el avanzo de mis pasos
He intentado amar desesperado
Mas será que la respuesta es estar preparado?
Pues, si así lo es, necesito aprender a aguardar, callado
Y entender que el amor no es niño jugetón, y sí, sábio anciano
Daniel Franco
Mas el momento era de sentirme encorralado
He corrido intentando alcanzar algo
Pero no senti el avanzo de mis pasos
He intentado amar desesperado
Mas será que la respuesta es estar preparado?
Pues, si así lo es, necesito aprender a aguardar, callado
Y entender que el amor no es niño jugetón, y sí, sábio anciano
Daniel Franco
A raiva e a beleza da vida
Hoje assisti a parte final do filme chinês O Herói, com Jet Li e consagrados atores de mesma nacionalidade, apreciando a conexão da fotografia e sua relevância com o assunto abordado em cena. Não por acaso, indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro em 2002 e ganhador do Prêmio Alfred Bauer, no Festival de Berlim.
A história gira em torno do guerreiro Sem Nome, que jura vingar a morte de seu povoado por mando do rei de Qin. Para se aproximar o suficiente da realeza e concretizar sua vingança, bola um plano envolvendo 3 lendários assassinos. Dois deles são Neve que Voa e Espada Quebrada, que construíram uma relação amorosa calcada no ódio e no mesmo desejo de matar o monarca. Ambos já o haviam tentado.
Os dois amantes guerreiros enfrentaram sem dificuldade o exército real, adentraram o palácio e, na oportunidade perfeita de disferir o golpe fatal, Espada Quebrada poupa a vida do rei. Dizia ele tê-lo feito por ter entendido que por trás da guerra e de suas vítimas, há um bem maior: a união e a paz de uma nação. Neve que Voa não o perdoa e se afasta. Mais tarde, no final do filme, encontram-se novamente. Ela, revoltada por seu antigo amante ter persuadido Sem Nome a poupar o rei, inicia um combate.
Espada Quebrada, contra sua vontade, aceita o desafio, e na intenção de provar seu real e incompreendido amor, permite que um golpe fatal da enraivecida oponente perfure seu peito. Antes de morrer, explica o porquê de seu sacrifício e a cena que se segue me provoca forte emoção e lágrimas nos olhos. No deserto, solitária, uma mulher, uma guerreira, em prantos, sem ninguém a quem recorrer, sentindo a dor da perda de honrado ser humano, de um grande amor.
Muito me tocou esse desfecho principalmente porque me identifiquei com a errante, cheia de raiva, obcecada pelo desejo de vingança. Tal desejo que nos envenena por dentro e nos faz matar a cada dia a beleza da vida em nós e nos outros, nos quais tanto queremos descontar nossos desgostos pessoais.
Falava à minha querida amiga de Dedic, Eloisa, sobre ela ser a maior prejudicada pela sua revolta gritante contra o mundo, mas agora percebi que ao falar dela falava de mim mesmo. À minha ex-colega de trabalho, meu carinho e desculpas pela minha autoridade não merecida no assunto.
Com carinho,
Daniel
sábado, 12 de junho de 2010
Uma vida em minhas mãos
Considero crucial sempre expandir nossa compreensão sobre o funcionamento da vida, do universo, em todos os níveis possíveis. Percebo que quanto mais aprendemos sobre os mecanismos de uma área vemos similares aplicações noutras, como se existisse um padrão sistêmico, como se houvessem algumas leis que se aplicam a todos os tipos de ambientes, vertebrados ou em seu estado mineral.E meus pensamentos sempre acabam visitando o assunto vida, a sua importância pela complexa estrutura entregue para ser administrada de forma a gerar entendimento e, ao mesmo tempo, da sua irrelevância quando considerada apenas como curta escola na interminável jornada da evolução.
Entendendo a vida dessa forma, é mais fácil tomar algumas decisões que outros vêem como complicadas demais.
Mas como ela nos prega peças...
Antes de me deitar para um sono de poucas horas na casa do meu irmão Edgar, escuto o bater das asas e colisões no estreito corredor do quintal. Saio e vejo no chão pequena ave, pousada como que em repouso no ninho. Aproximo-me com a intenção de capturá-la e ela, logicamente, se afasta tentando, sem sucesso, levantar vôo. Encurralo a pequena criatura e sem demora a envolvo nas mãos.
O que fazer com o bicho? Meu primeiro pensamento: agora está muito tarde para ajudá-lo. Preciso dormir. Então vou mantê-lo na casa, aquecido, e amanhã busco uma solução. Mas sou impedido pelo anfitrião. Sugere-me soltar a ave, e ao abrir as mãos no estacionamento para libertá-la, nada de se mexer. Acho que gostou do calor e da sensação de segurança proporcionados pelas mãos do, inicialmente, aparente predador.
Como meu coração se sentiu sinucado ao ver a inocente figura, pequeno ser, frágil, totalmente à mercê de minhas decisões mais ou menos sábias! Minha vontade ainda era de manter o bichano comigo para liberá-lo ao estar preparado, mas meu irmão me lembrou sobre as sábias e frias leis da natureza e me incentivava a entregar meu coleguinha ao seu habitat natural.
Lá vou eu pela segunda vez abrir, literalmente, as mãos de um ideal “inocente” e expôr o visitante a uma vida sem fundo musical. Novamente, para minha alegria, o bicho se nega a ir. Então me ocorre de deixá-lo aninhado nos meus tênis na parte externa da casa. Pelo menos passaria a noite seguro e aquecido. Mas um brusco agachamento assusta o jovem columbídeo e ele consegue, no espaço aberto da rua, encontrar altura num vôo que se perdeu no escuro da noite.
Confesso que fiquei tranqüilo por não mais depender de mim aquela vida, ao mesmo tempo que me questionei: o quanto estou preparado para tomar decisões ainda mais importantes do que essa? Daí me indigno com mais propriedade e questiono a falta de sensibilidade que permite ao algoz aplicar golpes mortais em inocentes e indefesas criaturas para alimentar-se de sua carne e utilizar de seus restos para outros fins, quando a delicadeza de seus olhares nos penetram a alma com a lembrança de nossos próximos e amados animais de estimação.
Para finalizar este texto, menciono frase de sábio homem que veio ao mundo para nos mostrar um caminho alternativo:
“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados”. Mahatma Gandhi
Com carinho,
Daniel
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Parar e orar
Lia meus e-mails naquela pressa mental típica quando vejo mensagem intitulada “Mês de Maio”. Não vinha do tipo de pessoa que costuma encher nossas caixas postais com todo tipo de material dispensável, por isso decidi abrir.Pensei se tratar de uma piada inteligente ou no máximo algo no estilo Discovery Channel. Qual é a minha surpresa quando me deparo com o seguinte texto:
"Mês de maio é o mês da aparição da Virgem de FÁTIMA. Quando receber este e-mail, reze uma Ave Maria e faça um pedido especial à Virgem de Fátima".
Logo abaixo, a oração. Imediatamente me concentrei e deixei-me levar pela energia equilibrante da prece. O pedido... não seja tão curioso.
Pude perceber com clareza o quanto técnicas como esta influenciam na mudança imediata de estados acelerados mentais e emocionais. Uma deliciosa sensação de tranqüilidade tomou conta de mim e agradeci meu querido Emerson por ter me dado tal oportunidade.
Há algum tempo tenho percebido minha identificação com as orações. Já passei pelos mantras e senti seus fabulosos efeitos, mas me identifico muito com orações. Cada ferramenta com seus propósitos.
É bom perceber que podemos nos conectar com essa fonte de inspiração de amor e fraternidade. E como é forte. Quanto mais a fazemos, quanto mais nela mergulhamos, mais rapidamente e forte é sentida.
O mais bacana é que não fazia nem uma hora que havia mexido nas fotos da viagem que fiz com os Peregrinos da Luz por locais sagrados. E adivinha por onde passamos? Sim, por Fátima, em Portugal. Que lugar fascinante. Que energia boa. Uma cidade toda voltada para o turismo desse local de conforto, onde os homens se permitem conectar-se com seu lado mais sutil, auxiliados pela presença arrebatadora de toda uma poderosa egrégora.
Para quem quiser experimentar, boa conexão.
Com carinho,
Daniel Franco
domingo, 9 de maio de 2010
Discussão: palavrinha perigosa
Tenho percebido que nossas reuniões ficam cada vez melhores. É interessante como aprendemos a valorizar alguns momentos. Mas o melhor vem com as conquistas pequenas de espaços para bate-papos muito bacanas.
Antigamente nos limitávamos a brincar, caçoar um do outro, falar alto e debochar. O tempo vai passando e aquelas conversas tidas como tediosas começam a ocupar cada vez mais “espaço”. Lógico que essa não é necessariamente a regra. No encontro anterior a este nos reunimos na casa do trio J (Joel, Jane e Jean) e tivemos uma tarde muito descontraída, sem muitas conversas filosóficas, rindo de trivialidades, apenas curtindo o encontro, a presença dos demais, as palhaçadas às vezes naturais de cada um. Hoje foi tão bom quanto na última, mas com diferente abordagem.
A partir do assunto Decoração abordamos o tema das cores (cromoterapia), que nos levou à gostosa análise sobre evolução, energias, vibração, formas de desenvolvimento pessoal, espiritualidade no dia a dia, entre outras coisas. No final, percebemos criado um ambiente saudável do que chamo de Argumentação Positiva, que às vezes pode ser confundido com discussão. (Eita palavrinha perigosa!!!)
Discussão, entre outros significados, segundo o dicionário Michaellis: Debater, examinar, investigar, tendo em vista provas e razões pró e contra. Mas popularmente essa palavra adquiriu significado negativo. Dizer que duas pessoas estão discutindo nos traz à mente cena envolvendo agressividade verbal, podendo até levar à agressão física. Não julgo mal, já que o exemplo mais divulgado pelos nossos meios de comunicação é realmente esse tipo de duelo.
Nossa cultura está voltada para o ganhe sempre, diga a última palavra, faça-se valer, você tem que ser melhor que o outro. E é esse clima de competitividade criado e enfiado na cabeça de todos nós que nos faz o tempo todo buscar a vitória sobre os outros. Assim, numa conversa em que à pessoa lhe são apresentadas informações novas, posicionamentos diferentes dos seus, acaba por atiçar a necessidade de se proteger no intuito de não demonstrar fraqueza ao suposto adversário. Quanto desperdício.
Por isso sou a favor da Argumentação Construtiva. Nela, as pessoas envolvidas não se sentem inferiorizadas por não saberem. Pelo contrário. Excitação e brilho nos olhos dos que estão prestes a desvendar um universo novo, complementar, desafiador, encantador. E é isso que consigo nos bate-papos com minha cunhada Jane e com algumas pessoas queridas que entendem nossas astutas conversas como um catalisador para um diferente nível de entendimento. Que delicioso poder sentir a projeção imediata de nossa consciência para uma nova vida, nova realidade, cheia de possibilidades fresquinhas de ver o mundo que nos rodeia e do qual fazemos parte.
Precisamos desenvolver nosso senso investigativo e trabalhar nosso emocional para que as poderosas palavras alheias sejam a semente para nosso próprio crescimento, e não a ameaçadora presença que fere nosso gigantesco orgulho. Quão mais interessante seria a vida se pudéssemos encontrar pessoas assim mais frequentemente... Felizmente tenho dado sorte ultimamente.
Ao meu irmão Edgar, meu carinho.
Daniel Franco
terça-feira, 9 de março de 2010
O sutil e o desejo
Procuro, à razão do desejo que me toma, desenvolver auto-disciplina para não fraquejar à chamada da natureza, gritante em meu interior feito uma energia selvagem que em sua essência me possibilita a embriaguês única a meu alcance.
É nessa melodia que meu corpo, todo ouvidos, busca o lenitivo. Mas, e a minha alma? Aquela que se encontra presa? Em que mata suas vontades? Numa oração? Na caridade? Haverá, enfim, como conciliar o desejo do corpo com a necessidade do espírito? Há lugar para tal encontro?
Que seja, então, no sexo contemplativo, que minha parte mais sutil se desafogue no mundo pesado das formas, admirando o que há de mais belo, além dos olhos, enquanto vêem a carne desnuda de uma humana e uma deusa.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Quem é mais bela?A flor que dou ou a bela donzela?
Esta poderia ser uma pergunta tola
Mas para cada afirmação simples existe um universo complexo que a concatena
Vou pela textura e não vejo como comparar
A suavidade da pele viva que me remete ao sensual
Com a sutileza da pétala, que a rainha mãe natureza, nos entrega
No cheiro procuro a fácil resposta, mas só mais problemas
Ao querer nivelar o viciante transpirar da pele morena
com o aroma suave da rosa vermelha
É nas cores e formas que busco saída
Mas ainda difícil de afirmar se, as curvas hipnotizantes dos quadris, peitos e pernas
Ou o frágil e calmante verde das folhas cuja presença a rosa tempera
Oh, mulher! Não me tentes em ser parcial!
Oh, rosa! Não existas para sê-lo
Em minhas mãos levo o presente e a solução vejo. Ah! Não mais se protela
É no complemento das duas que encontro a certeza
De não precisar comparar a bela com ela
Pois neste momento tudo o que importa é que cada uma delas
Ao som da melodia que a outra compartilha
Ter a obra prima da trilha sonora com a cena
Sim, tu és perfeita quando atendes meu chamado desesperado e te unes a ela
Para, enfim, me regozijar na contemplação do todo: harmonia entre o angelical e a beleza terrena
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