Não, não, não e não!!! Por isso que eu DESTESTO HOMEM!!!!!!!!!!!!!!
Antes que me ataquem, minha revolta está muito bem contextualizada. Estava no Shopping Iguatemi acompanhado de adorável colega quando resolvemos esvaziar as bexigas. Vou até o mictório e fico à vontade para desaguar meu desconforto físico, quando um serzinho desprezível chamado homem estaciona bem ao meu lado. Até aí tudo bem. Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum. Qual é a minha surpresa quando algumas gotas desse representante da espécie respingam no meu braço. Que nojoooooooooo!!! Minha vontade era de estapear o infeliz e dar-lhe um bom sermão sobre a necessidade evolucional do homem-macaco para algo além.
Meu Deus do céu!!!
A história é mais ou menos assim: centenas de milhares de anos atrás, quando o homem estava ficando mais bonitinho, mas ainda antes da invenção do Rexona, descobriram, quem sabe por alguma necessidade especial de convivência em bandos cada vez maiores, e não predominantemente feminino, que o xixi não deveria ser feito perto dos outros. Esse negócio de respingar no colega já não era muito bem visto na época.
Depois, ao voltar do “banheiro”, alguma mulher deve ter reclamado um monte ao ver que toda vez que um homem voltava de fazer xixi entrava na cabaninha respingando. Tiveram uma boa conversa com os peludões da época e eles precisaram trabalhar para desenvolver uma forma de evitar os últimos pingos causadores de atrito em suas vidas de casais. Séculos de iniciativas foram investidos para encontrar o método menos agressivo anti-respingo e assim minimizar brigas conjugais desnecessárias. A vida já não era fácil. Até que então, no meio daquela parafernalha evolutiva um Zezinho da vida aprimorou a técnica de chacoalhar após urinar. Pronto! A partir daí, descobrir o fogo ficou fácil.
Os casais passaram a viver muito mais felizes. Menos brigas e separações eram alvo de tablóides e assim a humanidade permaneceu por centenas de milhares de anos, sem a necessidade de aprimorar esse procedimento adotado como padrão na época. Tudo estava uma maravilha até que a civilização humana constrói o avião, chega à lua, inventa a internet, descobre os celulares, as mulheres tomam o poder no lar (a diferença é que agora de maneira descarada), construções monumentais são feitas e o primeiro presidente negro nos Estados Unidos é escolhido via voto popular. E o homem? Ainda utilizando forma rudimentar de evitar o último pingo.
Qual o problema com a técnica hélice de se enxugar? Bem, alguns pontos precisam ser entendidos:
1) ir até um banheiro masculino já não é das coisas mais agradáveis do mundo. Saber que aquele cubículo está todo respingado com centenas e milhares de DNAs em gotinhas não ajuda muito a querer superar a aversão por locais públicos. Encostar em qualquer canto é correr o risco de carregar por algum tempo um componente biológico de outro macho. Nada mais desagradável!
2) Hoje, não se faz xixi sozinho. Não vivemos mais em bandos de no máximo 30 homens das cavernas buscando por comida. Agora estamos amontoados aos milhares e coisa comum é ter alguém do lado para nos acompanhar naquele momento sagrado de busca de leveza. Para que estragar tal santificado momento jogando no seu vizinho projéteis pelos quais nem seu próprio depositário tem muita afinidade? Que desagradável!
Por isso há agora uma alternativa: utilizando o que há de mais novo no ramo de administração de empresas, vamos copiar uma idéia e aplicá-la de forma apropriada para finalidades similares. A coisa consiste em aprender observando as mulheres.
Nos melhores banheiros, onde se espera uma lapidação comportamental maior, foram colocados porta-papel higiênico ao lado dos mictórios. Alguns brutamontes não entenderam porque colocaram um “papel toalha” onde se faz xixi. Deixem-me explicar. Isso não é para secar as mãos, ô raça desprezível, mas sim para secar o seu amiguinho aí embaixo tão logo termine seu deságüe angelical.
Pronto! Está resolvido! E quando não houver o dito papel, antes de urinar, busque-o perto de um vaso sanitário ou pode até mesmo apelar para um papel toalha. Fica tudo tão mais humanizado... Este é um avanço muito significativo para a raça humana desde o tempo do homem das cavernas.
Diziam os pré-históricos que o último pingo pertence à cueca. Bem, não mais.
Enquanto alguns seres mais socialmente evoluídos começam a travar contato com esta fantástica invenção, só torço para que o dito moço que me infestou com seus dejetos asquerosos não agrida acidentalmente mais ninguém.
Vamos trocar idéias de forma inteligente, visando a expansão da nossa consciência para níveis de atuação mais coerentes, saudáveis e prazerosos. Seja bem-vindo!
terça-feira, 30 de junho de 2009
O último pingo...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Como posso ajudar?
Há alguns anos desenvolvia dinâmica conversa com o Fernando e a Débora sobre questões sociais, o que sempre vinha à tona. Após alguns minutos de bate-papo, a pergunta que surgiu foi: o que podemos fazer para ajudar nossa sociedade? Na época, não soube responder.
Depois que me juntei ao trabalho internacional de ajuda humanitária, percebi que ser voluntário é apenas uma questão de saber buscar oportunidades.
Em 2009, enquanto esperava ser chamado para embarcar no trabalho a bordo de um navio, precisei fazer alguns exames médicos e isso me levou ao posto de saúde de Sousas. Que situação desagradável!
Várias coisas me tiraram do sério: ver tanta gente precisando de atenção, ver a deficiência do trato dos atendentes com aquelas pessoas necessitadas, a demora com que o atendimento era feito, a falta de informação disponível para saber a hora que seria chamado. No final, percebi que o local não era dos piores. Foi então que me toquei que tinha mesmo que agradecer por pelo menos contar com tal estrutura mínima.
Ao mesmo tempo olhei para todas aquelas pastas e documentos e pessoas e processos acontecendo ao mesmo tempo e me perguntei: como eu poderia ser útil a este local? Aposto que eu poderia ajudar de alguma maneira.
Conversei com a enfermeira encarregada e em alguns minutos conseguiria o telefone da coordenadora do local.
Foi necessário apenas um telefonema para deixar minha mensagem de disponibilidade de ajudar na área administrativa. Me ofereci para ser voluntário fazendo qualquer coisa, e eu disse, qualquer coisa, na área administrativa, para ajudar. Mencionei minhas habilidades e me coloquei à disposição.
Levou 2 semanas para receber um sim e então comecei a auxiliar. Agora eu tinha algo para fazer.
Sou recebido no meu primeiro dia pela coordenadora Lucia que me pediu para atualizar um cadastro dos pacientes do posto de saúde. Posteriormente descobri que esse cadastro continha 46 mil registros.
Não leva muito tempo para perceber que meu trabalho não estava rendendo muito. Condições totalmente desfavoráveis: computador 486 e um programa DOS nada confiável para rastrear informações sobre pacientes.
Surge a idéia de levar o conteúdo para o Excel, o que ajudaria sobremaneira no mais rápido e confiável acesso dos dados cadastrados. Começo a pesquisar com meu irmão Joel a viabilidade e em alguns dias obtenho o consentimento de levar a velha máquina para dar uma volta. Os dados então são tirados do computador antigo e tinha nas mãos a possibilidade de direcioná-los agora a qualquer máquina.
Instalo os 46 mil registros num computador muito mais novo na própria recepção e, separando por ordem alfabética... Voalá!!! Temos nas mãos uma máquina muito mais veloz e um programa muito mais simples para pesquisar da forma como as pessoas melhor quiserem, o que não ocorria no programa anterior.
Imediatamente, formulo um pequeno documento padrão para fazer pesquisas, alterações ou inclusões e aplico o treinamento a todos os que necessitavam saber. Pronto! Mais um feito.
Em seguida, está na hora de trabalhar em algo mais produtivo. Agora conheço um pouquinho mais a lógica do trabalho das meninas na recepção e, após consulta com a enfermeira encarregada, a Flávia, começo a trabalhar de forma muito mais direta no cadastro dos pacientes atualizando o banco de dados tanto físico, contido em milhares de pastas das prateleiras na recepção, quanto virtual, no banco de dados em Excel.
Antigamente, ficava no máximo 3 horas verificando as informações cadastradas, agora passo no mínimo 7 horas direto, produzindo muito mais, realizando muito mais, ajudando muito mais.
Em 7 dias consigo atualizar 1200 registros de pacientes de várias famílias. O banco de dados do posto de saúde de Sousas está ficando cada vez mais confiável para pesquisar. Além disso, um padrão de inclusão e modificação de dados foi adotado, o que facilita a pesquisa.
Nada muito complexo. O que eu fiz e ainda estou fazendo é algo que qualquer outro simples mortal como eu poderia fazer. Os avanços e melhorias que foram realizados não são grandes feitos. No entanto, estão ajudando as meninas da recepção desse centro de saúde a trabalharem em melhores condições, diminuindo um pouco o estresse da cansativa rotina de lidar com pessoas doentes e descontentes num ambiente de poucos recursos.
Hoje, se alguém me pergunta: o que podemos fazer para ajudar a fazer deste mundo um local melhor? A resposta é simples: vá lá fora, ao mundo, e doe-se. Ofereça-se! Muito pode ser feito e todos precisam de alguma ajuda.
Então, vamos ajudar!
Depois que me juntei ao trabalho internacional de ajuda humanitária, percebi que ser voluntário é apenas uma questão de saber buscar oportunidades.
Em 2009, enquanto esperava ser chamado para embarcar no trabalho a bordo de um navio, precisei fazer alguns exames médicos e isso me levou ao posto de saúde de Sousas. Que situação desagradável!
Várias coisas me tiraram do sério: ver tanta gente precisando de atenção, ver a deficiência do trato dos atendentes com aquelas pessoas necessitadas, a demora com que o atendimento era feito, a falta de informação disponível para saber a hora que seria chamado. No final, percebi que o local não era dos piores. Foi então que me toquei que tinha mesmo que agradecer por pelo menos contar com tal estrutura mínima.
Ao mesmo tempo olhei para todas aquelas pastas e documentos e pessoas e processos acontecendo ao mesmo tempo e me perguntei: como eu poderia ser útil a este local? Aposto que eu poderia ajudar de alguma maneira.
Conversei com a enfermeira encarregada e em alguns minutos conseguiria o telefone da coordenadora do local.
Foi necessário apenas um telefonema para deixar minha mensagem de disponibilidade de ajudar na área administrativa. Me ofereci para ser voluntário fazendo qualquer coisa, e eu disse, qualquer coisa, na área administrativa, para ajudar. Mencionei minhas habilidades e me coloquei à disposição.
Levou 2 semanas para receber um sim e então comecei a auxiliar. Agora eu tinha algo para fazer.
Sou recebido no meu primeiro dia pela coordenadora Lucia que me pediu para atualizar um cadastro dos pacientes do posto de saúde. Posteriormente descobri que esse cadastro continha 46 mil registros.
Não leva muito tempo para perceber que meu trabalho não estava rendendo muito. Condições totalmente desfavoráveis: computador 486 e um programa DOS nada confiável para rastrear informações sobre pacientes.
Surge a idéia de levar o conteúdo para o Excel, o que ajudaria sobremaneira no mais rápido e confiável acesso dos dados cadastrados. Começo a pesquisar com meu irmão Joel a viabilidade e em alguns dias obtenho o consentimento de levar a velha máquina para dar uma volta. Os dados então são tirados do computador antigo e tinha nas mãos a possibilidade de direcioná-los agora a qualquer máquina.
Instalo os 46 mil registros num computador muito mais novo na própria recepção e, separando por ordem alfabética... Voalá!!! Temos nas mãos uma máquina muito mais veloz e um programa muito mais simples para pesquisar da forma como as pessoas melhor quiserem, o que não ocorria no programa anterior.
Imediatamente, formulo um pequeno documento padrão para fazer pesquisas, alterações ou inclusões e aplico o treinamento a todos os que necessitavam saber. Pronto! Mais um feito.
Em seguida, está na hora de trabalhar em algo mais produtivo. Agora conheço um pouquinho mais a lógica do trabalho das meninas na recepção e, após consulta com a enfermeira encarregada, a Flávia, começo a trabalhar de forma muito mais direta no cadastro dos pacientes atualizando o banco de dados tanto físico, contido em milhares de pastas das prateleiras na recepção, quanto virtual, no banco de dados em Excel.
Antigamente, ficava no máximo 3 horas verificando as informações cadastradas, agora passo no mínimo 7 horas direto, produzindo muito mais, realizando muito mais, ajudando muito mais.
Em 7 dias consigo atualizar 1200 registros de pacientes de várias famílias. O banco de dados do posto de saúde de Sousas está ficando cada vez mais confiável para pesquisar. Além disso, um padrão de inclusão e modificação de dados foi adotado, o que facilita a pesquisa.
Nada muito complexo. O que eu fiz e ainda estou fazendo é algo que qualquer outro simples mortal como eu poderia fazer. Os avanços e melhorias que foram realizados não são grandes feitos. No entanto, estão ajudando as meninas da recepção desse centro de saúde a trabalharem em melhores condições, diminuindo um pouco o estresse da cansativa rotina de lidar com pessoas doentes e descontentes num ambiente de poucos recursos.
Hoje, se alguém me pergunta: o que podemos fazer para ajudar a fazer deste mundo um local melhor? A resposta é simples: vá lá fora, ao mundo, e doe-se. Ofereça-se! Muito pode ser feito e todos precisam de alguma ajuda.
Então, vamos ajudar!
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