Jornal: mais uma morte, mais um assalto, mais um seqüestro, mais algo ruim acontecendo. A mídia é tão focada em assuntos polêmicos e negativos que pensamos só existir desgraça e gente ruim neste planeta. Mas as coisas não são bem assim.
Quando resolvi ir para a África, envolvido num projeto de ajuda humanitária, fazia parte do projeto passar pelos EUA para um período preparatório que, entre outras atividades, envolvia levantar U$ 6.000 para arcar com os custos de hospedagem, alimentação e transporte de todo o meu programa internacional.
Para essa coleta preparávamos uma pasta de apresentação (binder), com fotos da nossa Escola e do programa voluntariado em questão. Munidos dela, íamos a várias cidades pedindo contribuições. Foi assim que conheci Washington DC, Albany, Syracuse, Boston, Chicago, Evanstone, Montpelier, Burlington, Princeton, Philadelphia, Williamstown e outras cidades.
Como foi chocante essa experiência. Lembro-me quando cheguei ao centro de Boston, onde tinha que abordar as pessoas andando nas calçadas solicitando donation para arrecadar minha cota diária. Fiz uma ou duas abordagens e em seguida sentei, estarrecido, congelado, totalmente fora de ação em algum lugar daquela praça no centro da cidade.
Pouco a pouco fui me soltando e me foquei em pedir dinheiro batendo nas portas das casas. Foi um processo doloroso receber tantos não, mas no meio das negativas sempre conseguia uma recepção muito positiva. Lembro com emoção quando, na cidade de Ithaca, NY state, uma mulher me fez um cheque de U$ 350,00. Nossa! Aquilo foi o cúmulo do "bom demais"!
E quando batia nas portas das casas e não me davam nada, pensava eu: não importa quantos digam não, porque no meio desses encontrarei os que estão esperando por alguém como eu para ajudar. Como era bom quando encontrava aquela alma compreensível, que me recebia com um sorriso e palavra sincera, com um gesto de carinho e um cheque na mão, depositando em mim um pouco das suas esperanças. Como aquilo me fazia sentir humano novamente. E assim, após 6 meses nesse duro e enriquecedor processo, debaixo de sol, chuva e neve, consegui levantar o dinheiro necessário!
Sou muito grato a essas pessoas por terem confiado em mim e feliz pela experiência que me fez perceber que há, em todo lugar, pessoas muito boas aguardando alguém em quem investir essa bondade em prol de algo construtivo.
Quando estou envolvido em algo novo sempre penso: vou encontrar aqueles seres especiais que farão parte desta empreitada. E como é bom encontrá-los...
Com carinho,
Quando resolvi ir para a África, envolvido num projeto de ajuda humanitária, fazia parte do projeto passar pelos EUA para um período preparatório que, entre outras atividades, envolvia levantar U$ 6.000 para arcar com os custos de hospedagem, alimentação e transporte de todo o meu programa internacional.
Para essa coleta preparávamos uma pasta de apresentação (binder), com fotos da nossa Escola e do programa voluntariado em questão. Munidos dela, íamos a várias cidades pedindo contribuições. Foi assim que conheci Washington DC, Albany, Syracuse, Boston, Chicago, Evanstone, Montpelier, Burlington, Princeton, Philadelphia, Williamstown e outras cidades.
Como foi chocante essa experiência. Lembro-me quando cheguei ao centro de Boston, onde tinha que abordar as pessoas andando nas calçadas solicitando donation para arrecadar minha cota diária. Fiz uma ou duas abordagens e em seguida sentei, estarrecido, congelado, totalmente fora de ação em algum lugar daquela praça no centro da cidade.
Pouco a pouco fui me soltando e me foquei em pedir dinheiro batendo nas portas das casas. Foi um processo doloroso receber tantos não, mas no meio das negativas sempre conseguia uma recepção muito positiva. Lembro com emoção quando, na cidade de Ithaca, NY state, uma mulher me fez um cheque de U$ 350,00. Nossa! Aquilo foi o cúmulo do "bom demais"!
E quando batia nas portas das casas e não me davam nada, pensava eu: não importa quantos digam não, porque no meio desses encontrarei os que estão esperando por alguém como eu para ajudar. Como era bom quando encontrava aquela alma compreensível, que me recebia com um sorriso e palavra sincera, com um gesto de carinho e um cheque na mão, depositando em mim um pouco das suas esperanças. Como aquilo me fazia sentir humano novamente. E assim, após 6 meses nesse duro e enriquecedor processo, debaixo de sol, chuva e neve, consegui levantar o dinheiro necessário!
Sou muito grato a essas pessoas por terem confiado em mim e feliz pela experiência que me fez perceber que há, em todo lugar, pessoas muito boas aguardando alguém em quem investir essa bondade em prol de algo construtivo.
Quando estou envolvido em algo novo sempre penso: vou encontrar aqueles seres especiais que farão parte desta empreitada. E como é bom encontrá-los...
Com carinho,
Daniel Franco
Instrutor de SwáSthya Yôga
Consultor de Qualidade de Vida e Autoconhecimento
Formado pela Primeira Universidade de Yôga
www.yogacampinas.com.br
www.uni-yoga.org