O Brasil é um país fantástico: natureza top de linha, gente bonita e sensual, calor, saias, pernas para fora, corpos malhados, sensualidade à flor da pele. E aí vem a nossa raiz africana no seu samba, para nos deixar ainda mais irresistíveis, com Zeca Pagodinho no ritmo do “Deixa a vida me levar, vida leva eu. Sou feliz e agradeço por tudo o que Deus me deu.” Lindo, não?
Como essa frase me deixa preocupado...
Trabalhei numa multinacional por seis anos e me sentia bem pelo reconhecimento e ascensão graças ao meu envolvimento e esforço. De chão de fábrica me tornei parte do departamento de Qualidade, na matriz em São Paulo, e junto com o conteúdo aprendido na faculdade, adquiri a experiência necessária para o meu próximo trabalho.
Ainda no primeiro emprego sentia que minha vida estava estagnada. Num momento de reestruturação da empresa, fui inserido no mais novo grupo de desempregados. Isso me deu a oportunidade de ser convidado pelo Eduardo Amorim para trabalhar numa outra multinacional brasileira que precisava de fluxos de suas operações para auditorias técnicas internas.
O triste é que eu não estava bem. Ganhava um salário até legal, numa empresa boa e ainda com a perspectiva de um bom desenvolvimento de carreira, principalmente por ter um chefe muito competente. Como solteiro podia contar com uma certa tranqüilidade, mas me sentia incomodado pois tinha certeza que alguma coisa estava muito errada no rumo que minha vida tomava.
Após refletir sobre minha condição cheguei à conclusão de que começava a despertar de um sono longo. Detestava levantar com aquele irritante despertador para mais um dia de trabalho; os transeuntes e motoristas, sempre agressivos, mal humorados, com uma educação digna de quem está de mal com a vida. Quando chegava na empresa percebia que uma das poucas formas de alguém puxar papo era falando mal de alguma coisa, qualquer coisa, ou reclamando de algo. Isso me estressava mais.
Enquanto estava no trabalho não me sentia envolvido e então queria logo ir embora ou passar o tempo fazendo algo agradável, como me comunicando de minha prisão com o resto do mundo via internet. Adentrava, então, no rol daqueles que poderiam produzir mais, mas não conseguiam. Quando finalmente saia do trabalho, ficava feliz, mas não por muito tempo, pois tomava conta de mim a ansiedade de saber que em poucas horas teria que me deitar para recomeçar mais um daqueles longos dias de labor.
O dia mais esperado era a sexta-feira, justamente porque significava a liberdade do final de semana. Mas durante esses poucos dias de descanso, mais uma vez me invadia a agonia ao lembrar que todo o martírio diário citado acima se repetiria, semana após semana. E então, desesperado, acabava com minhas energias tentando suprir meu descontentamento rotineiro com a felicidade comercial que conhecemos. There was no mercy.
Ao observar a vida de amigos, de pais de amigos e de várias outras pessoas, pensava se a minha também teria o mesmo destino de contínuo sofrimento e insatisfação.
Não podia acreditar que isso estava acontecendo comigo. Será que a vida TINHA que ser tão ruim?
Então decidi fazer algo. Inspirado por Jack Welch e sua paixão pelo trabalho, resolvi procurar algo que eu realmente gostasse de fazer, que me desse alegria pela vida. Foi assim que, através da Robertinha Saporetti, me envolvi num programa voluntariado do IICD – Institute for International Cooperation and Development, com sede na Dinamarca, e fui aos EUA entrar numa série de desafios pessoais que me colocaram numa escola preparatória de professores na aldeia de Bilibiza, ao norte de Moçambique, na África[1]. Afastado da loucura que nos toma a vida e envolvido numa façanha de cunho pessoal, pude refletir um pouco mais sobre o que queria para mim.
Maravilhado com a proposta feita pelo Mestre DeRose através do livro Yôga, Mitos e Verdades, decidi tornar-me instrutor de SwáSthya Yôga, filosofia de desenvolvimento humano que comecei a praticar antes da viagem. Quando cheguei ao Brasil tomei esse rumo e desde então minha jornada ao autoconhecimento foi acelerada.
Hoje estou aqui, digitando este texto como exemplo do que a vida pode ser, feliz pelas escolhas que fiz, trabalhando para apresentar uma ferramenta de como viver mais e melhor às pessoas e vendo, com tristeza, essas e muitas outras descontentes, sofrerem todos os dias por viver o fatalismo expresso na frase “Deixa a vida me levar, vida leva eu”. E isso não é nada divertido.
Motiva-me compartilhar esta história saber que são poucos os que têm consciência de que precisamos aprender a lidar com a vida melhor do que o fazemos. Precisamos aprender a conciliar desenvolvimento da nossa felicidade e sucesso profissional, para que quando cheguemos no topo, não estejamos envolvidos nos 85% dos executivos brasileiros que estão frustrados com suas carreiras.
Sei que não é tarefa fácil escutar a voz interior que clama por ser ouvida e sei que nem todo o mundo tem as mesmas condições para realizar o que deseja. Mas uma coisa é certa, quando acordamos para a possibilidade da vida ser definida por nós mesmos e por mais ninguém, portas mil se abrem e o mundo fica muito maior e interessante do que pensávamos ser.
As oportunidades estão aí. Todos nós merecemos o melhor que a vida pode nos oferecer. E isso inclui você.
Como essa frase me deixa preocupado...
Trabalhei numa multinacional por seis anos e me sentia bem pelo reconhecimento e ascensão graças ao meu envolvimento e esforço. De chão de fábrica me tornei parte do departamento de Qualidade, na matriz em São Paulo, e junto com o conteúdo aprendido na faculdade, adquiri a experiência necessária para o meu próximo trabalho.
Ainda no primeiro emprego sentia que minha vida estava estagnada. Num momento de reestruturação da empresa, fui inserido no mais novo grupo de desempregados. Isso me deu a oportunidade de ser convidado pelo Eduardo Amorim para trabalhar numa outra multinacional brasileira que precisava de fluxos de suas operações para auditorias técnicas internas.
O triste é que eu não estava bem. Ganhava um salário até legal, numa empresa boa e ainda com a perspectiva de um bom desenvolvimento de carreira, principalmente por ter um chefe muito competente. Como solteiro podia contar com uma certa tranqüilidade, mas me sentia incomodado pois tinha certeza que alguma coisa estava muito errada no rumo que minha vida tomava.
Após refletir sobre minha condição cheguei à conclusão de que começava a despertar de um sono longo. Detestava levantar com aquele irritante despertador para mais um dia de trabalho; os transeuntes e motoristas, sempre agressivos, mal humorados, com uma educação digna de quem está de mal com a vida. Quando chegava na empresa percebia que uma das poucas formas de alguém puxar papo era falando mal de alguma coisa, qualquer coisa, ou reclamando de algo. Isso me estressava mais.
Enquanto estava no trabalho não me sentia envolvido e então queria logo ir embora ou passar o tempo fazendo algo agradável, como me comunicando de minha prisão com o resto do mundo via internet. Adentrava, então, no rol daqueles que poderiam produzir mais, mas não conseguiam. Quando finalmente saia do trabalho, ficava feliz, mas não por muito tempo, pois tomava conta de mim a ansiedade de saber que em poucas horas teria que me deitar para recomeçar mais um daqueles longos dias de labor.
O dia mais esperado era a sexta-feira, justamente porque significava a liberdade do final de semana. Mas durante esses poucos dias de descanso, mais uma vez me invadia a agonia ao lembrar que todo o martírio diário citado acima se repetiria, semana após semana. E então, desesperado, acabava com minhas energias tentando suprir meu descontentamento rotineiro com a felicidade comercial que conhecemos. There was no mercy.
Ao observar a vida de amigos, de pais de amigos e de várias outras pessoas, pensava se a minha também teria o mesmo destino de contínuo sofrimento e insatisfação.
Não podia acreditar que isso estava acontecendo comigo. Será que a vida TINHA que ser tão ruim?
Então decidi fazer algo. Inspirado por Jack Welch e sua paixão pelo trabalho, resolvi procurar algo que eu realmente gostasse de fazer, que me desse alegria pela vida. Foi assim que, através da Robertinha Saporetti, me envolvi num programa voluntariado do IICD – Institute for International Cooperation and Development, com sede na Dinamarca, e fui aos EUA entrar numa série de desafios pessoais que me colocaram numa escola preparatória de professores na aldeia de Bilibiza, ao norte de Moçambique, na África[1]. Afastado da loucura que nos toma a vida e envolvido numa façanha de cunho pessoal, pude refletir um pouco mais sobre o que queria para mim.
Maravilhado com a proposta feita pelo Mestre DeRose através do livro Yôga, Mitos e Verdades, decidi tornar-me instrutor de SwáSthya Yôga, filosofia de desenvolvimento humano que comecei a praticar antes da viagem. Quando cheguei ao Brasil tomei esse rumo e desde então minha jornada ao autoconhecimento foi acelerada.
Hoje estou aqui, digitando este texto como exemplo do que a vida pode ser, feliz pelas escolhas que fiz, trabalhando para apresentar uma ferramenta de como viver mais e melhor às pessoas e vendo, com tristeza, essas e muitas outras descontentes, sofrerem todos os dias por viver o fatalismo expresso na frase “Deixa a vida me levar, vida leva eu”. E isso não é nada divertido.
Motiva-me compartilhar esta história saber que são poucos os que têm consciência de que precisamos aprender a lidar com a vida melhor do que o fazemos. Precisamos aprender a conciliar desenvolvimento da nossa felicidade e sucesso profissional, para que quando cheguemos no topo, não estejamos envolvidos nos 85% dos executivos brasileiros que estão frustrados com suas carreiras.
Sei que não é tarefa fácil escutar a voz interior que clama por ser ouvida e sei que nem todo o mundo tem as mesmas condições para realizar o que deseja. Mas uma coisa é certa, quando acordamos para a possibilidade da vida ser definida por nós mesmos e por mais ninguém, portas mil se abrem e o mundo fica muito maior e interessante do que pensávamos ser.
As oportunidades estão aí. Todos nós merecemos o melhor que a vida pode nos oferecer. E isso inclui você.
Com carinho,
Daniel Franco
Instrutor de SwáSthya Yôga
Consultor de Qualidade de Vida e Autoconhecimento
Formado pela Primeira Universidade de Yôga do Brasil
http://www.yogacampinas.com.br
http://www.uni-yoga.org.br
[1] Essa história fica para uma outra hora.