Minha conversa de hoje com o Mestre DeRose foi muito gostosa. Foi tão boa que deixou uma sensação agradável o suficiente para motivar-me e gerar este pequeno texto.
Tudo começou com minha mudança de rumo como profissional de SwáSthya Yôga, desvinculando-me como professor da Escola Cambuí e dando inicio ao meu próprio negócio no bairro Guanabara, também em Campinas.
Com isso vieram muitas preocupações, principalmente de ordem ética para atuar em conformidade com as determinações e estratégias da Uni-Yôga. Por isso resolvi ir diretamente à pessoa que escolhi para ser meu Mestre em Yôga, o DeRose, sistematizador do SwáSthya, o Yôga que professo.
Confesso que estava muito apreensivo com a visita. Visitá-lo é sempre algo muito importante. Ficar frente a frente com alguém tão importante para o Yôga nestes últimos dois séculos é algo que pode chegar a tirar o sono.
Inicialmente me preocupei com que assuntos deveria tratar, fiz uma pequena lista, pois sei que o DeRose é muito ocupado e não lhe tomaria muito tempo, mas depois percebi que a conversa deveria ser algo mais descontraído, como que contando uma história.
Como demonstração de carinho e agradecimento pela oportunidade do bate-papo resolvi comprar um presente para o Mestre e outro para a sua secretária, a Vivi. Estou começando a notar que gosto de dar presentes.
A reunião estava marcada para as 20h30 e para minimizar riscos decido sair de casa às 16h. O meu ônibus para São Paulo sai às 17h então tenho tempo para um sorvete de casquinha. Embarco e caio na embriagues do sono que me persegue. Acordo, já escuro em São Paulo, sentindo o corpo recuperando-se, meio anestesiado pelo descanso em fim de tarde. Mais 40 minutos levamos da Marginal Tietê até a Rodoviária, mas tinha tempo. Havia me preparado em sair de casa mais cedo justamente para viajar despreocupado.
Pego o metrô e ao desembarcar na estação Consolação aproveito para passar por onde anos atrás era um percurso para o trabalho, logo ali, na paralela Alameda Santos. Minha primeira parada, uma conhecida floricultura numa esquina da Alameda Jaú, a duas quadras da casa do DeRose. Compro um bonito arranjo de Gerberas, as flores da casa, e deixo no cartão meus sinceros agradecimentos pelo exemplo dessa pessoa vitoriosa impulsionada por tantos desafios. Algumas quadras dali, minha segunda parada, um supermercado. Busco então o presente para a Vivi. Desta vez, uma caixa de chocolates Ferrero Rocher. Não, não. Entregar na sacolinha do Pão de Açúcar, isso não tem perdão! Compro um papel presente apropriado e deixo ali minha assinatura de preocupar-me com os detalhes.
Vou todo contente com um ramo de flores na mão e um presente embrulhado em papel dourado e azul desfilando entre olhares curiosos. Chego na Escola e o Beto me recebe no meio à correria de um atendimento. Enquanto aguardo, encontro pessoas interessantes para conversar. Falamos de franquias e investimentos, falamos de restaurantes e sento-me ao lado de uma linda moça para comentar sobre churrascarias, ótimas para uma refeição com bastante variedade e sem carnes. Não deu nem para me empolgar e sou chamado pela Vivi para subir e aproveitar os poucos minutos que o Mestre ainda tem antes de dar sua tradicional aula de terça à noite. Só aí faço questão de entregar o primeiro presente.
Subo as escadas do prédio e dou de cara com a presença humana forte e marcante do meu Mestre à minha frente. A Vivi, para dar conta rapidamente do que estava na mesa faz uma investida meio malabarista e derruba um pouco de líquido sobre um impresso na mesa de trabalho do DeRose. A resposta? Cordialidade com um não tem problema, não aconteceu nada de mais. Que gostoso ouvir tal tratamento da boca dessa figura enigmática.
A sala, tão cheia de quadros e livros que alguns dos certificados do Mestre estavam em pé, encostados sobre o sofá do escritório aguardando por algum cantinho na parede para receberem o tratamento adequado: serem pendurados e expostos. As muitas medalhas, também prova do reconhecimento social, competindo por um pouco de espaço na esquina das várias prateleiras de sua livraria. Percebia que ali não cabia mais nada. Entrar nessa sala é como aventurar-se no espaço e no tempo e projetar-se para um lugar que não é aqui nem a Índia...
Sento-me frente à frente do codificador do Yôga Antigo e começamos uma conversa tão gostosa, que não dava vontade de ir embora. É impressionante quando nos colocamos a conversar com pessoas inteligentes que entendem o que queremos transmitir com rapidez e tão rapidamente respondem com um comentário muito adequado e que valoriza e melhora ainda mais a qualidade da conversa. Tinha tanto para falar, tanto para trocar.
Saio de sua sala com vontade de conversar ainda mais com ele sobre as coisas da vida. Me convidou para continuarmos nosso bate-papo depois da aula, mas não estava preparado para passar a noite em São Paulo. Assuntos ficaram pendentes, mas já estava muito contente pela disposição de alguém que poderia facilmente dizer não ter tempo para ninguém. Ao contrário, recebe seus discípulos com a atenção que todo ser humano merece. A esse Mestre, deixo aqui meu carinho.
Tudo começou com minha mudança de rumo como profissional de SwáSthya Yôga, desvinculando-me como professor da Escola Cambuí e dando inicio ao meu próprio negócio no bairro Guanabara, também em Campinas.
Com isso vieram muitas preocupações, principalmente de ordem ética para atuar em conformidade com as determinações e estratégias da Uni-Yôga. Por isso resolvi ir diretamente à pessoa que escolhi para ser meu Mestre em Yôga, o DeRose, sistematizador do SwáSthya, o Yôga que professo.
Confesso que estava muito apreensivo com a visita. Visitá-lo é sempre algo muito importante. Ficar frente a frente com alguém tão importante para o Yôga nestes últimos dois séculos é algo que pode chegar a tirar o sono.
Inicialmente me preocupei com que assuntos deveria tratar, fiz uma pequena lista, pois sei que o DeRose é muito ocupado e não lhe tomaria muito tempo, mas depois percebi que a conversa deveria ser algo mais descontraído, como que contando uma história.
Como demonstração de carinho e agradecimento pela oportunidade do bate-papo resolvi comprar um presente para o Mestre e outro para a sua secretária, a Vivi. Estou começando a notar que gosto de dar presentes.
A reunião estava marcada para as 20h30 e para minimizar riscos decido sair de casa às 16h. O meu ônibus para São Paulo sai às 17h então tenho tempo para um sorvete de casquinha. Embarco e caio na embriagues do sono que me persegue. Acordo, já escuro em São Paulo, sentindo o corpo recuperando-se, meio anestesiado pelo descanso em fim de tarde. Mais 40 minutos levamos da Marginal Tietê até a Rodoviária, mas tinha tempo. Havia me preparado em sair de casa mais cedo justamente para viajar despreocupado.
Pego o metrô e ao desembarcar na estação Consolação aproveito para passar por onde anos atrás era um percurso para o trabalho, logo ali, na paralela Alameda Santos. Minha primeira parada, uma conhecida floricultura numa esquina da Alameda Jaú, a duas quadras da casa do DeRose. Compro um bonito arranjo de Gerberas, as flores da casa, e deixo no cartão meus sinceros agradecimentos pelo exemplo dessa pessoa vitoriosa impulsionada por tantos desafios. Algumas quadras dali, minha segunda parada, um supermercado. Busco então o presente para a Vivi. Desta vez, uma caixa de chocolates Ferrero Rocher. Não, não. Entregar na sacolinha do Pão de Açúcar, isso não tem perdão! Compro um papel presente apropriado e deixo ali minha assinatura de preocupar-me com os detalhes.
Vou todo contente com um ramo de flores na mão e um presente embrulhado em papel dourado e azul desfilando entre olhares curiosos. Chego na Escola e o Beto me recebe no meio à correria de um atendimento. Enquanto aguardo, encontro pessoas interessantes para conversar. Falamos de franquias e investimentos, falamos de restaurantes e sento-me ao lado de uma linda moça para comentar sobre churrascarias, ótimas para uma refeição com bastante variedade e sem carnes. Não deu nem para me empolgar e sou chamado pela Vivi para subir e aproveitar os poucos minutos que o Mestre ainda tem antes de dar sua tradicional aula de terça à noite. Só aí faço questão de entregar o primeiro presente.
Subo as escadas do prédio e dou de cara com a presença humana forte e marcante do meu Mestre à minha frente. A Vivi, para dar conta rapidamente do que estava na mesa faz uma investida meio malabarista e derruba um pouco de líquido sobre um impresso na mesa de trabalho do DeRose. A resposta? Cordialidade com um não tem problema, não aconteceu nada de mais. Que gostoso ouvir tal tratamento da boca dessa figura enigmática.
A sala, tão cheia de quadros e livros que alguns dos certificados do Mestre estavam em pé, encostados sobre o sofá do escritório aguardando por algum cantinho na parede para receberem o tratamento adequado: serem pendurados e expostos. As muitas medalhas, também prova do reconhecimento social, competindo por um pouco de espaço na esquina das várias prateleiras de sua livraria. Percebia que ali não cabia mais nada. Entrar nessa sala é como aventurar-se no espaço e no tempo e projetar-se para um lugar que não é aqui nem a Índia...
Sento-me frente à frente do codificador do Yôga Antigo e começamos uma conversa tão gostosa, que não dava vontade de ir embora. É impressionante quando nos colocamos a conversar com pessoas inteligentes que entendem o que queremos transmitir com rapidez e tão rapidamente respondem com um comentário muito adequado e que valoriza e melhora ainda mais a qualidade da conversa. Tinha tanto para falar, tanto para trocar.
Saio de sua sala com vontade de conversar ainda mais com ele sobre as coisas da vida. Me convidou para continuarmos nosso bate-papo depois da aula, mas não estava preparado para passar a noite em São Paulo. Assuntos ficaram pendentes, mas já estava muito contente pela disposição de alguém que poderia facilmente dizer não ter tempo para ninguém. Ao contrário, recebe seus discípulos com a atenção que todo ser humano merece. A esse Mestre, deixo aqui meu carinho.
Sinceramente,
Daniel Franco
Um comentário:
Por instantes percorri a unidade e a sala do Mestre e pude sentir como se estivesse ali, embora nunca tenha ido à unidade do DeRose. Foi um mistura da vontade de estar ali com a memória da energia deliciosa da presença carinhosa do Mestre.
Grata, Dani! Um beijo; Aline
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